O cenário político do Corinthians ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (15). O conselheiro Romeu Tuma Júnior anunciou oficialmente o seu retorno à presidência do Conselho Deliberativo do clube paulista. O dirigente reassume a importante função administrativa após passar dois meses afastado por licença médica e política.
Anteriormente, o presidente do órgão havia pedido o afastamento do cargo no dia 13 de abril. Naquela ocasião, uma liminar da Justiça barrou a assembleia geral dos associados que votaria a nova reforma estatutária. Por causa desse imbróglio, Tuma Júnior acusou publicamente o atual presidente da Diretoria Executiva, Osmar Stabile, de traição política.
Entenda o cenário conturbado nos bastidores do Corinthians
Durante o período de ausência do titular, o vice-presidente do Conselho, Leonardo Pantaleão, comandou as reuniões na condição de presidente em exercício. O substituto inclusive liderou processos históricos e explosivos nos bastidores do Parque São Jorge. Sob a gestão de Pantaleão, o comitê determinou a expulsão definitiva dos ex-presidentes Andrés Sanchez e Augusto Melo do quadro de associados do clube. Além disso, o comitê desligou três conselheiros e testemunhou a renúncia do ex-presidente Duílio Monteiro Alves ao título de sócio remido.
Agora, o mandatário retorna ao cargo em um momento de extrema pressão institucional. O clube lida com cobranças financeiras urgentes e se prepara para uma votação crucial. Portanto, Tuma Júnior adiantou que focará todos os esforços na organização da Assembleia Geral do próximo dia 20 de junho. O evento definirá a aprovação ou a rejeição da reforma do Estatuto do Corinthians.
Veja a nota oficial de Romeu Tuma Júnior na íntegra:
Prezados(as) Conselheiros(as), boa tarde!
Após o período de licença do cargo, durante o qual acompanhei atentamente e avaliei a situação do Clube, retorno à Presidência do Conselho Deliberativo com a convicção de que o momento exige serenidade, responsabilidade institucional e senso de urgência.
Informo que tive o cuidado de consultar formalmente a existência de eventuais denúncias contra mim na Comissão de Ética. Apesar das especulações e interpretações veiculadas publicamente desde março deste ano, não há qualquer procedimento formal instaurado, ou seja, não há nada que sustente as versões de que eu teria sido afastado ou de que teria exercido qualquer tipo de pressão indevida sobre a Diretoria Executiva. Acrescento que a decisão proferida na última sexta-feira pela juíza da 1ª Vara de Registros Públicos nada tem a ver com minha decisão, que já estava tomada. Seria desnecessário dizer, mas ressalto mesmo assim, que não pretendo de forma alguma assumir a presidência do clube durante a viagem do presidente Osmar Stabile no exercício de suas funções. Portanto, reassumo minhas funções na Presidência do Conselho Deliberativo, conclamando todos os seus Membros a dar prioridade máxima à vida institucional do clube:
Reunir todos os esforços necessários para unir o Corinthians em torno da votação da Reforma do Estatuto, de modo que a Assembleia Geral dos associados seja realizada em clima de ordem e o resultado das urnas seja respeitado institucional e juridicamente;
Contribuir para uma pacificação institucional, a qual tenho certeza ser do interesse de todos, e para a plena normalidade dos trabalhos da Comissão Eleitoral, tendo em vista o pleito presidencial e de renovação deste Conselho Deliberativo, em novembro próximo.
Como sempre, contarei com a colaboração dos(as) conselheiros(as) vitalícios e trienais comprometidos com o interesse maior do Sport Club Corinthians Paulista.
Respeitosamente,
Romeu Tuma Junior
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