Corinthians amplia déficit e chega a R$ 278 milhões no ano

Clube registra prejuízo 258% acima do previsto até julho e não realizou as vendas de jogadores previstas no orçamento

29 set 2026 - 13h53
(atualizado às 13h53)
Resumo
O Corinthians encerrou os sete primeiros meses de 2026 com um déficit acumulado de R$ 278,7 milhões, valor que supera em 258% a previsão orçamentária de R$ 77,8 milhões para o período. O rombo financeiro cresceu quase R$ 33 milhões em relação a junho, impulsionado principalmente pela falta de receitas com a venda de jogadores, cuja meta previa arrecadar R$ 150 milhões líquidos até julho.
Déficit cresce e fica muito acima da previsão para os primeiros sete meses de 2026 –
Déficit cresce e fica muito acima da previsão para os primeiros sete meses de 2026 –
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians / Jogada10

O Corinthians fechou os sete primeiros meses de 2026 com déficit de R$ 278,705 milhões, de acordo com o balancete de julho. O resultado supera em 258% a previsão orçamentária para o período, que estimava prejuízo de R$ 77,862 milhões.

O rombo aumentou R$ 32,666 milhões em relação ao balanço de junho, quando o Timão acumulava resultado negativo de R$ 246,039 milhões. Um dos principais impactos veio da ausência de vendas de jogadores, já que o orçamento previa R$ 150 milhões líquidos com negociações até julho.

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Déficit cresce e fica muito acima da previsão para os primeiros sete meses de 2026 –
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians / Jogada10

Corinthians aponta fatores para o resultado

De acordo com a diretoria financeira, o alvinegro decidiu adiar operações para priorizar o desempenho esportivo na Libertadores e valorizar os ativos do elenco. A meta previa arrecadar cerca de 25 milhões de euros na janela do meio do ano, mas negociações por André e Breno Bidon não avançaram.

Na época, o executivo de futebol Marcelo Paz afirmou que o Corinthians ainda poderia atingir a meta com negociações até dezembro. O dirigente também citou a valorização de jogadores como Bidon, Matheuzinho e Hugo Souza após convocações para a Seleção Brasileira.

O próprio clube apontou outros impactos no resultado. Entre eles estão R$ 32,525 milhões em premiações da Copa do Brasil de 2025 pagas ao elenco neste ano e R$ 6,076 milhões em impostos ligados à operação de câmbio para quitar a dívida com o Santos Laguna pela contratação de Félix Torres.

Também entraram na conta R$ 16,307 milhões relacionados a contingências e revisão contábil. A ausência dos R$ 150 milhões previstos com vendas de atletas aparece como o maior desvio em relação ao orçamento e ajuda a explicar a distância entre o resultado projetado e o registrado até julho.

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