O Corinthians acertou amigavelmente o pagamento parcelado de R$ 4,8 milhões para quitar a rescisão de Fernando Diniz e sua comissão técnica, sendo R$ 3,8 milhões destinados ao ex-treinador. A formalização do acordo é essencial para que o clube regularize Seedorf na CBF antes da próxima rodada do Brasileirão. Diniz deixou a equipe na 16ª posição após seis meses de trabalho e 47% de aproveitamento, demitido por uma sequência de sete derrotas consecutivas e eliminações nas copas.
O Corinthians encaminhou um acordo para pagar R$ 4,8 milhões ao técnico Fernando Diniz e aos integrantes de sua antiga comissão técnica. A negociação avançou nesta quinta-feira (22), após conversas entre as partes para definir as condições da rescisão contratual. O pagamento será realizado de maneira parcelada.
Do valor total negociado, R$ 3,8 milhões correspondem à multa rescisória de Diniz. O restante, aproximadamente R$ 1 milhão, será destinado aos profissionais que integravam sua comissão técnica, incluindo o preparador físico Wagner Bertelli, o analista Lucas Vergne e o fisiologista Luiz Fernando Barros.
As negociações ocorreram de maneira amigável, com Fernando Diniz demonstrando disposição para facilitar as condições do acordo. O treinador aceitou discutir o parcelamento levando em consideração sua relação com o Corinthians e a situação financeira do clube. A expectativa da diretoria é concluir os procedimentos contratuais necessários para encerrar definitivamente o vínculo com a antiga comissão técnica.
A resolução do impasse também tem importância para Seedorf. O Alvinegro precisa formalizar a saída de Diniz para avançar na regularização do neerlandês junto à Confederação Brasileira de Futebol. A publicação da rescisão no Boletim Informativo Diário (BID) é uma etapa necessária para permitir a inscrição do novo comandante. A diretoria trabalha para concluir o processo antes do próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro.
Fernando Diniz deixou o Corinthians após seis meses de trabalho, encerrando sua passagem com 34 partidas disputadas. Nesse período, conquistou 13 vitórias, nove empates e sofreu 12 derrotas, alcançando aproveitamento de 47,06%. A equipe marcou 37 gols e sofreu 33. Apesar do início promissor, marcado pela consistência defensiva, os resultados pioraram depois da Copa do Mundo, aumentando a pressão sobre o treinador.
A sequência de sete derrotas consecutivas no Brasileirão foi determinante para a demissão, acompanhada pelas eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores. Diniz deixou o time paulista na 16ª colocação da competição nacional.