A atuação do Brasil no empate por 1 a 1 com Marrocos ainda incomoda os jogadores da Seleção Brasileira. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (18/6), o zagueiro Gabriel Magalhães reconheceu que a equipe ficou devendo na estreia da Copa do Mundo. Além disso, afirmou que o grupo trabalhou durante toda a semana para apresentar uma imagem diferente diante do Haiti.
Segundo o defensor, a própria equipe percebeu que esteve muito abaixo do esperado nos primeiros 45 minutos contra os marroquinos. Ainda assim, ele destacou a postura adotada por Carlo Ancelotti no vestiário, ao optar por transmitir confiança aos jogadores em vez de aumentar a cobrança.
"Nós tínhamos consciência do primeiro tempo ruim. Depois do gol, nós melhoramos no jogo. Ele nos deu tranquilidade e positividade. Nós sabemos da qualidade do grupo. Sabemos que temos que melhorar. Trabalhamos bem na semana para fazer um bom jogo", afirmou.
Aliás, Gabriel também reforçou que a Seleção ainda busca consolidar uma identidade sob o comando de Ancelotti, algo dificultado pelo pouco tempo de convivência entre os jogadores.
"No clube a gente trabalha diariamente. Quando você chega na seleção você está com os melhores. A gente tenta se adaptar o mais rápido possível. Com certeza isso leva trabalho e leva tempo. A gente sabe o que temos que fazer dentro de campo. Não fizemos um bom primeiro jogo. O que podem esperar de nós é muita entrega e dedicação em campo. Vamos fazer de tudo para sairmos vitoriosos", explicou.
Brasil precisa parar de sofrer gols
Além da busca por uma atuação mais convincente, Gabriel destacou a importância de a Seleção voltar a passar segurança defensiva. Afinal, nos últimos jogos, a equipe tomou muitos gols.
"Não queremos gols. Sabemos que estamos mais próximos da vitória se não sofremos gols, mas é trabalho. É trabalhar coletivamente. É importante não sofrer gols. Vamos entrar com pensamento positivo amanhã, sem querer levar gols", comentou.
Contudo, sobre a possibilidade de aproveitar conceitos do Arsenal nas bolas paradas, o defensor revelou que tenta compartilhar algumas experiências adquiridas no clube inglês, atual campeão nacional.
"No clube a gente trabalha muito, é diariamente. Quando chegamos na Seleção não tem tanto tempo para trabalhar. Estou tentando ajudar da melhor forma possível, os companheiros também, para que a gente possa marcar de bola parada. Isso muda o jogo. Tento passar para os companheiros do que nós fazemos lá", disse.
Gabriel Magalhães e o apoio de um companheiro de Seleção
Por fim, Gabriel também relembrou o apoio recebido de Marquinhos após desperdiçar um pênalti na final da Liga dos Campeões.
"Ali foi um momento de tristeza para mim. A primeira coisa que ele fez não foi comemorar e sim me dar um abraço. O que posso dizer é que ele me deu toda a força. Estou aqui com ele na Seleção há três anos e aprendo diariamente. Sou muito fã como pessoa e jogador. O meu carinho por ele aumentou ainda mais após a final da Champions", revelou.
"Não tenho o que reclamar. Fiz uma temporada muito boa no Arsenal. Conquistamos o título inglês após 22 anos, fiquei feliz com isso. Na final da Champions, como a maioria sabe, quem está ali no momento sabe, pênalti só quem bate tem as consequências. Mas estou feliz de estar aqui, de representar meu país. Estou com a cabeça tranquila", concluiu.
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