Dorival desabafa sobre passagem pela Seleção: "Não achei leal o que aconteceu"

Ao falar de forma pessoal sobre sua passagem pela Seleção Brasileira, Dorival Júnior afirmou que chegar ao comando técnico foi a realização de um sonho, mas admitiu frustração com a maneira como sua saída aconteceu.

1 fev 2026 - 19h46
Dorival Júnior, sob o comando da Seleção Brasileira.
Dorival Júnior, sob o comando da Seleção Brasileira.
Foto: Marcelo Endelli/Getty Images / Esporte News Mundo

Dorival Júnior falou de forma aberta e pessoal, em entrevista exclusiva ao Ge, após a final do Supercopa, sobre sua trajetória no futebol brasileiro e a passagem pela Seleção Brasileira. Campeão mais uma vez, o treinador optou por um discurso sincero, reconhecendo erros e acertos ao longo da carreira, mas sem esconder a frustração com a maneira como deixou o comando da equipe nacional.

Dorival Júnior, sob o comando da Seleção Brasileira.
Foto: Marcelo Endelli/Getty Images / Esporte News Mundo

Ao refletir sobre o sonho de dirigir a Seleção, Dorival afirmou que sempre entendeu o peso e a dimensão do cargo, lembrando que a carreira de um treinador é construída dentro de contextos muitas vezes imprevisíveis.

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"Eu acho assim, ninguém imagina aquilo que possa acontecer na carreira. Você sempre se prepara pro melhor, mas nem sempre você consegue atingir, independente de você ser muito bom ou não. Tudo depende de um contexto muito grande", afirmou.

O treinador ressaltou que não considera sua chegada à Seleção um acaso e indicou que a falta de tempo foi determinante para o desfecho do trabalho. Ainda assim, fez questão de dizer que compreende o cenário vivido naquele momento, embora tenha se incomodado com a forma como a situação foi conduzida.

"Eu acho que eu não cheguei por um acaso à seleção. Talvez não tenha tido o tempo que desejasse, que precisasse, mas entendo, entendo tudo isso. Só não achei leal a maneira como tudo aconteceu", declarou Dorival.

Após a saída da Seleção, Dorival destacou que seguiu seu caminho no futebol brasileiro com naturalidade, acumulando decisões e títulos. Para ele, os números ajudam a traduzir a consistência de uma carreira construída ao longo de décadas.

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"Depois disso, a minha carreira precisa seguir. E você estar no futebol brasileiro, dirigindo equipes de Série A, tendo aí 22 competições disputadas em finais, tendo apenas 5 derrotas, 5 vice-campeonatos e chegando a um número como esse, eu sou muito sincero, eu estou mais do que satisfeito com a minha vida, com a minha carreira", afirmou.

Por fim, o treinador adotou um tom de gratidão ao relembrar o percurso vivido dentro do futebol nacional, destacando o aprendizado humano e profissional adquirido ao longo dos anos.

"Sempre agradecendo muito a Deus, que me proporcionou estar em todos os clubes do futebol brasileiro, praticamente, até hoje, e me dando a condição de poder sempre trabalhar em grandes clubes, com grandes desafios, grandes jogadores que me fizeram crescer como ser humano e como profissional", completou.

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