Do futebol local à Premier League: onde jogam os haitianos, rival do Brasil

Elenco do Haiti tem maioria em ligas secundárias e conta com zagueiro veterano que já foi algoz de clubes brasileiros

19 jun 2026 - 11h08
(atualizado às 11h23)
Haiti surpreendeu com a goleada sobre a Nova Zelândia –
Haiti surpreendeu com a goleada sobre a Nova Zelândia –
Foto: Divulgação / FHF / Jogada10

Os convocados para representar o Haiti na Copa do Mundo estão distribuídos pelo mundo de forma heterogênea. Rival do Brasil nesta sexta-feira, às 21h30, na Filadélfia, os caribenhos contam com um elenco modesto, mas têm representante na Premier League e até um algoz de clubes brasileiros na Libertadores.

A maioria dos jogadores está sob contrato nas ligas inferiores dos Estados Unidos e na segunda divisão da França. Isso faz sentido porque o Haiti fala francês, devido à sua colonização, e boa parte da população também é fluente em inglês. O principal destaque, no entanto, defendeu o Wolverhampton, da Premier League, na última temporada. Trata-se de Jeanricner Bellegarde, o camisa 10 do time.

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Além dele, também há jogadores na Turquia, Hungria, Suíça, Holanda e no futebol português, caso de Yassin Fortune, do Vizela. O único convocado da liga profissional local é Pierre Woodenski, do Violette, clube profissional e multicampeção nacional.

Olho no xerifão

A zaga tem um nome que alguns brasileiros devem lembrar bem. Afinal, Ricardo Adé, de 36 anos, foi o melhor da posição durante quatro anos no Equador e ajudou a LDU eliminar Botafogo da Libertadores de 2025 e o São Paulo da Libertadores de 2025 e da Copa Sul-Americana de 2023. E também teve título: sobre o Fortaleza, na decisão da Sul-Americana de 2023.

Após 52 anos longe de um Mundial, o Haiti perdeu por 1 a 0 para a Escócia na primeira rodada da fase de grupos. Assim, precisa pontuar para manter chances de se classificar. Em amistosos recentes, a equipe derrotou a Nova Zelândia por 4 a 0 (gols de Ruben Providence, Lenny Joseph, Frantzdy Pierrot e Duke Lacroix) e foi superada pelo Peru, por 2 a 1.

E TAMBÉM: De tanque de guerra a rival na Copa: os laços entre Brasil e Haiti

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Haiti surpreendeu com a goleada sobre a Nova Zelândia –
Foto: Divulgação / FHF / Jogada10

Distância da guerra

Na lista final, há 16 jogadores que nasceram em outros países, e alguns deles nunca pisaram em território haitiano. É o caso também do técnico francês Sébastien Migne, que comanda o time desde 2024, mas prefere evitar o risco causados pelos conflitos civis.

"É impossível (ir ao Haiti) porque é muito perigoso. Normalmente moro nos países onde trabalho, mas não posso nesse daqui. Não há mais voos internacionais aterrissando lá", explicou Migne, em entrevista recente.

Lista completa de convocados do Haiti:

Goleiros: Johnny Placide (SC Bastia-FRA), Alexandre Pierre (Sochaux-FRA), Josué Duverger (Cosmos Koblenz-ALE);

Defensores: Carlens Arcus (Angers-FRA), Wilguens Pauguain (SV Zulte Waregem-BEL), Duke Lacroix (Colorado Springs-EUA), Martin Experience (Nancy-Lorraine-FRA), JK Duverne (KAA Gent-BEL), Ricardo Ade (LDU-EQU), Hannes Delcroix (FC Lugano-SUI), Keeto Thermoncy (BSC Young Boys II-SUI);

Meio-campistas: Garven-Michée Metusala (Colorado Springs Switchbacks-EUA)*, Carl-Fred Sainthe (El Paso Locomotive FC-EUA), Jean-Jacques Danley (Philadelphia Union-EUA), Jeanricner Bellegarde (Wolverhampton-ING), Pierre Woodenski (Violette-HAI), Dominique Simon (FC Tatran Presov-ESL);

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Atacantes: Louicius Deedson (FC Dallas-EUA), Ruben Providence (Almere City-HOL), Josué Casimir (Auxerre-FRA), Derrick Etienne (Toronto-CAN), Wilson Isidor (Sunderland-ING), Duckens Nazon (Esteghlal-IRA), Frantzdy Pierrot (Çaykur Rizespor-TUR), Yassin Fortune (FC Vizela-POR), Lenny Joseph (Ferencváros-HUN)

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