Após a derrota por 3 a 0 para o Flamengo, Rogério Ceni admitiu a péssima atuação do Bahia pela 31ª rodada do Brasileirão, criticando a falta de competitividade, os erros de passe e a posse de bola de apenas 27% no primeiro tempo. O revés fez o Tricolor cair para o sétimo lugar, com 49 pontos, complicando a briga direta pela Libertadores. Agora, o treinador foca em corrigir as falhas durante a semana para buscar pontos contra o Santos, na Vila Belmiro, e manter o clube na disputa continental.
Rogério Ceni reconheceu a atuação abaixo do esperado do Bahia na derrota por 3 a 0 para o Flamengo, pela 31ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O técnico criticou a falta de competitividade diante do líder do campeonato.
Os gols de Jorginho, Gonzalo Plata e Lucas Paquetá expuseram as dificuldades do Bahia para manter a posse de bola e superar a marcação do Flamengo. Para Rogério Ceni, o desempenho ficou abaixo do planejado e acendeu um alerta para a reta final do Brasileirão.
"O Flamengo é um bom time, mas quando a gente recuperava a bola perdia muito rápido. Erramos muito passes por dentro, não conseguimos completar quatro passes", disse o treinador tricolor, durante entrevista coletiva, antes de prosseguir:
"O Flamengo é um bom time, mas quando a gente recuperava a bola perdia muito rápido O Flamengo nem subiu uma pressão absurda, marcou com linha de quatro, mas chutamos muito a bola, rifando muito", explicou Rogério Ceni.
Rogério Ceni também chamou atenção para a posse de bola do Bahia no primeiro tempo. Segundo o treinador, a equipe terminou a etapa inicial com apenas 27% de controle, um índice que ele afirmou nunca ter visto em mais de 200 jogos à frente do clube.
"Quando você deixa a bola com o Flamengo eles produzem um volume muito grande. Foi nosso pior primeiro tempo em matéria de construção. O adversário dificultou, mas nós também jogamos muito abaixo", lamentou.
Técnico cobra reação após desempenho abaixo do esperado
O treinador avaliou que o Bahia não conseguiu neutralizar as combinações ofensivas do Flamengo, mesmo em situações nas quais tinha vantagem numérica. Para Rogério Ceni, a atuação ficou comprometida tanto pelos erros técnicos quanto pela dificuldade de competir fisicamente.
"Nós entramos no G-4 vencendo jogos. Hoje o adversário era difícil. O que mais me incomodou foi como eles conseguiam conectar jogadas, e nós, mesmo em superioridade, não conseguíamos. Não conseguimos competir nem fisicamente", reclamou Rogério Ceni.
Bahia vê pressão aumentar na disputa pela Libertadores
Com 49 pontos, o Bahia caiu para a sétima colocação do Campeonato Brasileiro. A derrota complicou a busca por uma vaga direta na Copa Libertadores da América, especialmente porque concorrentes como Santos, Atlético-MG e Cruzeiro venceram na rodada.
Rogério Ceni pediu correção dos erros durante a semana e destacou a importância de voltar a pontuar fora de casa. O objetivo é manter o clube na disputa por uma vaga continental pelo terceiro ano consecutivo.
"Temos que olhar os erros, trabalhar durante a semana, nem todas as equipes têm o potencial do Flamengo. Mais sete jogos, lutar pela melhor posição possível para que o Bahia consiga ir para a Libertadores pelo terceiro ano consecutivo", disse o treinador antes de encerrar:
"Agora começa a ser uma batalha difícil, porque Santos, Atlético-MG e Cruzeiro venceram. Santos foi a 45 pontos e é nosso próximo adversário, fora de casa. Temos que estancar a sangria o mais rápido possível e tentar trazer pontos da Vila Belmiro."
O próximo compromisso será contra o Santos, neste sábado, às 21h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela 32ª rodada. O Bahia terá a semana para tentar corrigir as falhas expostas diante do Flamengo e buscar uma reação na reta final do Brasileirão.