"Tem que voltar a ser um V8": Verstappen critica gerenciamento de energia na F1

Piloto da Red Bull questiona o impacto das novas unidades de potência e defende motores mais voltados à dirigibilidade.

10 set 2026 - 07h26
Foto: Reprodução / Red Bull Racing

Max Verstappen acredita que as novas unidades de potência da Fórmula 1 tiraram parte importante do desafio de pilotagem. Para o piloto da Red Bull, o gerenciamento de energia tornou os carros menos sensíveis aos comandos dos pilotos e reduziu a diferença que um competidor pode fazer na pista.

“Na história do esporte, normalmente o piloto mais comprometido, que freia mais tarde, acelera mais cedo e se entrega nas curvas de alta velocidade, é recompensado. Agora você fica pensando: nesta curva preciso segurar um pouco, acelerar mais tarde, frear antes ou tirar o pé para ganhar velocidade de reta. É algo muito pouco natural."

O holandês citou as recentes substituições de Liam Lawson na Red Bull e Yuki Tsunoda na Racing Bulls como exemplos. Segundo ele, ambos conseguiram se adaptar rapidamente aos carros mesmo sem experiência prévia com os respectivos modelos.

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“Olhe para o Yuki. Ele entra no carro, nunca o havia pilotado antes e imediatamente é competitivo. Liam passa da Racing Bulls para a Red Bull e também é competitivo. É porque esses carros estão anestesiados aos comandos do piloto."

Verstappen reconheceu que ainda é necessário fazer uma boa volta e que os pilotos mais rápidos continuam se destacando, mas afirmou que existe uma limitação maior sobre o quanto o competidor consegue influenciar o desempenho do carro.

Apesar da avaliação de Verstappen, Lawson e Tsunoda não superaram seus companheiros nas classificações dos GPs da Holanda e da Itália. Além disso, pilotos substitutos já tiveram desempenhos de destaque em diferentes eras da F1, como Nico Hülkenberg em 2020 e Robert Kubica em 2006.

A proporção de energia elétrica das unidades de potência também será reduzida nos próximos anos: de 47% atualmente para 42% em 2027 e 40% em 2028. A mudança pode atender parte das críticas de Verstappen, que já demonstrou insatisfação com as atuais regras.

Questionado sobre o que o convenceu a continuar na F1, o tetracampeão afirmou que espera uma melhora nos próximos anos.

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“Ainda existe o amor pelo esporte. Não pela pilotagem neste momento, mas pelo esporte. Eu amo a competição e espero que, nos próximos anos, até 2030, as coisas só possam melhorar.”

Para o futuro, Verstappen também deixou claro qual motor gostaria de ver na categoria:

“Tem que voltar a ser um V8, principalmente pela dirigibilidade. Quando você pilota os carros antigos, não consegue imaginar a diferença na resposta do motor e na dirigibilidade.”

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