F1: Vasseur rebate Russell e critica excesso de mudanças na categoria

Chefe da Ferrari critica propostas de ajustes e diz que categoria já alterou demais o procedimento de largada em 2026

18 mar 2026 - 08h41
Foto: Divulgação / Fórmula 1

O chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, contestou publicamente as declarações de George Russell sobre a necessidade de novos ajustes nas regras de largada da Fórmula 1 na temporada de 2026. 

Após as primeiras corridas do ano, Russell sugeriu que o procedimento de largada ainda precisa ser revisto e indicou que algumas equipes, como a Ferrari estariam sendo resistentes às mudanças. A fala veio na sequência das dificuldades observadas com o novo regulamento e das variações no desempenho dos carros na saída do grid. 

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Vasseur, no entanto, adotou uma posição firme e contrária à ideia de novas intervenções. Segundo o dirigente francês, a Fórmula 1 já promoveu alterações significativas no processo, para lidar com as novas exigências técnicas dos carros.

Ao reforçar seu ponto, o chefe da Ferrari relembrou que a equipe já havia alertado a FIA sobre os desafios do novo procedimento e criticou a insistência em novas mudanças:

“Já mudamos drasticamente a regra da largada com toda essa história dos cinco segundos. Há um ano, eu fui até a FIA e levantei a mão sobre o procedimento de largada para dizer: ‘pessoal, isso vai ser difícil’. A resposta foi clara, precisamos projetar o carro de acordo com o regulamento, e não mudar o regulamento para se adequar ao carro. Nós fizemos isso. Desenvolvemos o carro dentro das regras, mas a mudança dos cinco segundos e a questão da luz azul não nos ajudaram em nada. Em determinado momento, chega, já é o suficiente.”

Para o chefe da Ferrari, insistir em novas mudanças neste momento seria precipitado. Ele argumenta que as equipes precisam se adaptar ao regulamento atual, e não pressionar por ajustes contínuos sempre que surgem dificuldades iniciais. A posição reforça um discurso já adotado internamente pela equipe italiana de que o regulamento deve ter tempo para se estabilizar. 

A divergência expõe uma divisão clara entre pilotos e dirigentes, enquanto Russell defende refinamentos imediatos para melhorar a previsibilidade das largadas, Vasseur entende que a categoria corre o risco de exagerar nas intervenções e comprometer a consistência esportiva.

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O debate ocorre em um momento de transição técnica importante na Fórmula 1. Dentro desse cenário, a discussão sobre as largadas surge como mais um ponto de tensão em um regulamento ainda em fase de consolidação.

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