F1: Alonso se junta a Verstappen nas críticas à nova era da Fórmula 1

Pilotos questionam novo regulamento de 2026 e dizem que carros dependem demais da energia elétrica

17 mar 2026 - 09h26
Fernando Alonso e Max Verstappen
Fernando Alonso e Max Verstappen
Foto: Divulgação / Fórmula 1

As novas regras técnicas da Fórmula 1 para 2026 continuam gerando forte debate entre os pilotos. O espanhol Fernando Alonso se juntou ao tricampeão mundial Max Verstappen nas críticas ao novo regulamento, apontando que a nova geração de carros depende excessivamente da gestão de energia elétrica.

O regulamento que entrou em vigor na temporada de 2026 representa uma das maiores mudanças técnicas da história recente na Fórmula 1. As novas unidades de potência passam a ter uma participação muito maior da parte elétrica, com aumento significativo da potência do sistema híbrido e redução do protagonismo do motor a combustão.

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A mudança foi pensada para tornar a categoria mais eficiente e alinhada com a transição energética da indústria automotiva. No entanto, alguns pilotos temem que o foco excessivo na gestão de energia altere profundamente a forma de pilotar e até o espetáculo nas corridas.

Um dos mais novos críticos sobre a mudança é Fernando Alonso. O bicampeão mundial destacou que, nas largadas, os carros ainda proporcionam momentos competitivos, já que todos começam a corrida com o mesmo nível de energia disponível, algo que, segundo ele, ficou evidente logo no início da prova na Austrália. “As largadas são divertidas, como vimos na Austrália. O carro parece largar muito bem”, afirmou o espanhol.

Segundo Alonso, esse equilíbrio inicial acontece porque todos os carros começam com a bateria totalmente carregada.  

Porém, o cenário muda nas voltas seguintes, quando a gestão de energia passa a ser determinante para o desempenho e para as ultrapassagens. “Aí entramos nesse campeonato mundial de baterias e não somos tão bons quanto os outros”, declarou.

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Em outro momento, o piloto da Aston também ironizou a situação ao sugerir que, com as novas características dos carros e a necessidade de preservar energia em determinados trechos da pista, até alguém de fora do esporte poderia completar certas curvas, uma crítica à redução da exigência de pilotagem em comparação com gerações anteriores de monopostos.

Segundo o espanhol, a necessidade constante de administrar a bateria muda completamente a dinâmica de pilotagem. Em muitos momentos, os pilotos precisam aliviar o ritmo em determinadas partes da pista para recuperar energia e utilizá-la depois nas retas, o que reduz a intensidade das disputas.

As críticas também vieram de Max Verstappen. O piloto da Red Bull comparou a experiência de pilotar os novos carros a categorias totalmente elétricas. “Mais do que dirigir, na verdade se trata de gerenciar. As sensações não são de Fórmula 1, parece mais uma Fórmula E sob esteróides”, disse o holandês durante testes da pré-temporada. 

Verstappen também afirmou que o estilo de pilotagem exigido pelo novo regulamento limita a possibilidade de atacar constantemente. “Eu gosto de pilotar no máximo o tempo todo, mas agora não podemos fazer isso porque tem um grande impacto na energia”, acrescentou. 

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Apesar das críticas, as mudanças fazem parte da estratégia da categoria para tornar o campeonato mais sustentável e tecnologicamente avançado. A expectativa da FIA é que, com o tempo, equipes e pilotos consigam se adaptar ao novo conceito.

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