F1: Vasseur quebra o silêncio sobre tensão entre Hamilton e Leclerc e revela reunião na Ferrari

Chefe da escuderia confirmou conversa com os pilotos em São Paulo e reforçou que o respeito à equipe deve estar acima das disputas.

6 nov 2026 - 14h53
(atualizado às 15h29)
Foto: Divulgação / F1

Fred Vasseur, chefe da Ferrari, confirmou que realizou uma reunião com Lewis Hamilton e Charles Leclerc na noite de quinta-feira (5), em São Paulo, para discutir os desentendimentos entre os companheiros de equipe após o Grande Prêmio do México. Segundo o dirigente, a conversa foi positiva e serviu para esclarecer as posições de cada um antes da etapa brasileira.

“Fizemos isso ontem à noite. Foi bom discutir e esclarecer a minha posição e a posição deles. Foi bom ter sido feito e agora viramos a página e estamos focados na próxima”, afirmou Vasseur.

Questionado sobre o que mudará na relação entre os pilotos daqui para frente, o francês ressaltou que as orientações da equipe permanecem as mesmas. Para ele, a competitividade da dupla e o fato de largarem frequentemente lado a lado contribuíram para o acúmulo de frustrações.

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Vasseur reforçou que Hamilton e Leclerc precisam manter o respeito mútuo, mas destacou que a prioridade deve ser a Ferrari e todos os profissionais envolvidos no trabalho da equipe.

“São dois concorrentes com espírito de luta, com certeza, mas precisam ter respeito um pelo outro. Principalmente e em primeiro lugar, têm de respeitar a marca, a equipe, as pessoas que trabalham na fábrica e as pessoas que trabalham na pista. A mensagem foi clara e continuará a ser clara”, declarou.

O chefe da Ferrari também contestou a dimensão que a polêmica ganhou após o incidente no México. Segundo ele, não houve contato entre os carros, embora reconheça que a manobra não foi adequada diante da situação de corrida, em que os pilotos ocupavam as duas primeiras posições.

“Quando se está em primeiro e segundo, espera-se manter as posições e não mantivemos. Além disso, levamos a penalização e perdemos a corrida. Mas, no geral, continuamos a somar o maior número de pontos do fim de semana. Teria preferido terminar em primeiro e segundo, com certeza, mas temos de aceitar, manter a calma e ir passo a passo”, explicou.

Vasseur ainda foi questionado sobre a declaração de Hamilton de que Leclerc seria mais agressivo contra ele do que contra antigos companheiros de equipe. O dirigente evitou concordar com a avaliação e citou a atuação do monegasco em Austin como exemplo de que existe uma linha tênue entre uma disputa agressiva e uma manobra considerada irregular.

“Não tenho certeza de que ele tenha dito exatamente isso. Ele disse que estava lutando um pouco mais duro com ele do que com outros. Mas, se olharmos para o que Charles fez em Austin, no primeiro setor, todos disseram que foi mágico. A linha é tênue entre as duas coisas, mas ele não bateu no outro carro, por isso não foi uma agressão”, afirmou.

Por fim, o dirigente reconheceu que administrar uma dupla tão competitiva representa um desafio. Vasseur destacou que Hamilton e Leclerc estão próximos em desempenho e que essa característica também contribui para os resultados da escuderia.

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“Temos dois pilotos experientes e dois pilotos competitivos. É natural que haja uma escalada, pois todos querem vencer corridas. O lado negativo do nosso sistema é ter dois pilotos competitivos largando lado a lado todos os fins de semana. Mas acho que, se estamos em segundo lugar hoje, também é por termos dois pilotos muito próximos. Temos de gerir isso”, concluiu.

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