Verstappen e Alonso comparam 'idolatria' a Senna, Piquet e Fittipaldi: 'Ayrton não precisava se esforçar'

Campeões mundiais se prepararam para o Grande Prêmio de São Paulo de F1 e participaram de coletiva nesta quinta-feira, 5, em Interlagos

5 nov 2026 - 16h35
(atualizado às 16h50)
Max Verstappen, Arvid Lindblad e Fernando Alonso participaram de coletiva de imprensa oficial da F1 em Interlagos, em São Paulo, nesta quinta-feira, 5
Max Verstappen, Arvid Lindblad e Fernando Alonso participaram de coletiva de imprensa oficial da F1 em Interlagos, em São Paulo, nesta quinta-feira, 5
Foto: Clive Rose/Getty Images

Às vésperas do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, o tetracampeão mundial Max Verstappen comentou o legado do ídolo brasileiro Ayrton Senna e comparou seu impacto ao dos outros campeões mundiais do País, Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet -- sogro do piloto neerlandês. 

Na coletiva de imprensa oficial da Fórmula 1 realizada nesta quinta-feira, 5, Verstappen atribuiu a popularidade no esporte à conexão com os fãs, e considerou que alguns pilotos (incluindo a si mesmo) não se 'importam em se conectar', e que isso faz parte da personalidade de cada um. 

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"Algumas pessoas realmente se esforçam para se conectar com os outros, ou isso acontece naturalmente. Mas algumas pessoas realmente não se importam com isso. Vou ser sincero, eu mesmo não me importo porque eu gosto de vencer, estou aqui para vencer, esse é meu sonho desde criança", disse o piloto. 

"Se eu olhar para minha carreira, eu me importo mesmo é com vencer o máximo possível de corridas, não em estar me conectando com todo mundo. Claro que isso é um bônus legal, mas meu trabalho é vencer", completou. 

Ao comentar a popularidade de Senna, o holandês também considerou a morte precoce do piloto brasileiro como um fator diretamente ligado à idolatria: "A afeição e o legado começam mais cedo, infelizmente. Ele era um dos maiores pilotos da história? 100%. E eu acho muito legal como as pessoas se lembram dele e o quanto ele representa para os brasileiros". 

"Mas, ao mesmo tempo, o Brasil tem tantos pilotos incríveis, então é legal homenagear, mostrar respeito a todos eles, e lembrar com orgulho de tudo o que eles conquistaram no esporte", finalizou. 

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Mural de Kobra em homenagem a Ayrton Senna no Autódromo de Interlagos.
Foto: Marcos Antomil/Estadão / Estadão

Outro campeão mundial, Fernando Alonso também avaliou a idolatria aos pilotos brasileiros, em especial de Emerson Fittipaldi, de quem tomou o título de campeão mundial mais jovem da categoria em 2005, quando venceu a temporada com pouco mais de 24 anos. Ele brincou, inclusive, que o nome do brasileiro tornou-se uma gíria para descrever pessoas apressadas na Espanha. 

"Sempre soube que o Brasil era um país de grandes campeões. Na Espanha, por exemplo, quando você quer dizer que alguém está com muita pressa, você pergunta: 'Está indo para onde, Fittipaldi?'. Então, ele é muito conhecido lá, assim como o Nelson (Piquet) e o Ayrton. Talvez o Senna tivesse mais carisma, ele tinha algo diferente dos outros campeões, no sentido de conectar-se com as pessoas", explicou. 

"Mas, enfim, isso é algo que você tem ou não tem. Às vezes, você pode tentar o quanto quiser, mas não você consegue se conectar, porque não é algo natural para você. Eu não acho que o Ayrton precisava se esforçar, então provavelmente essa é a diferença", finalizou o espanhol. 

O Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 acontece a partir da próxima sexta-feira, 6, com as sessões de treino livre no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A sessão classificatória acontece no sábado, 7, enquanto os pilotos se enfrentam na corrida no próximo domingo, 8. 

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Fonte: Portal Terra
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