F1: Sistema ADUO aponta Red Bull no topo e abre concessões para Mercedes e Ferrari

Enquanto a Red Bull lidera a referência técnica, concorrentes ganham oportunidades extras de desenvolvimento.

7 jun 2026 - 15h01
Largada do Grande Prêmio de Mônaco com Mercedes e Ferrari na frente
Largada do Grande Prêmio de Mônaco com Mercedes e Ferrari na frente
Foto: Reprodução / F1

Novas informações divulgadas pelo AutoRacer apontam uma grande reviravolta no cenário dos motores da Fórmula 1 para a nova geração de unidades de potência. Segundo levantamento, a Red Bull Ford deve ser oficialmente reconhecida como a fabricante com o melhor motor de combustão interna (ICE) do grid, superando concorrentes tradicionais como Mercedes e Ferrari.

O resultado representa um marco para a Red Bull Powertrains, que desenvolveu sua primeira unidade de potência própria em parceria com a Ford. A expectativa inicial era de que a equipe enfrentasse dificuldades em sua estreia como fabricante, mas os números apontam justamente o contrário.

Publicidade

Por liderar a referência de desempenho estabelecida pela FIA, a Red Bull não terá acesso ao sistema ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities), criado para ajudar fabricantes que estejam atrás da concorrência. Isso significa que a equipe de Milton Keynes terá menos liberdade para realizar alterações em sua unidade de potência nos próximos ciclos de homologação.

A segunda grande surpresa envolve a Mercedes. Apesar de ser amplamente apontada dentro do paddock como dona do motor mais forte da Fórmula 1 nos últimos anos, a fabricante alemã teria sido enquadrada no ADUO com um déficit de 2% em relação à referência estabelecida pela Red Bull.

Com isso, a Mercedes poderá utilizar concessões previstas pelo regulamento e acessar homologações revisadas para os motores de 2026 e 2027, ganhando margem adicional para evoluir seu projeto.

A Ferrari também aparece entre as fabricantes beneficiadas pelo sistema. De acordo com as informações divulgadas, a equipe de Maranello estaria mais de 4% atrás da referência de desempenho. O cenário garante à equipe mais horas de desenvolvimento, maior flexibilidade orçamentária dentro do programa de motores e duas oportunidades de homologação para o ciclo de 2027.

Publicidade

Desse modo, a Ferrari poderá introduzir atualizações em sua unidade de potência utilizando recursos adicionais disponibilizados pelo ADUO, numa tentativa de reduzir a diferença para os líderes.

Os números divulgados até o momento apontam o seguinte cenário de concessões:

  • Mercedes: 2%
  • Ferrari: acima de 4%
  • Audi: entre 4% e 6%
  • Honda: entre 6% e 8%

A Honda, que vai passar a fornecer motores para a Aston Martin, surge como a fabricante mais distante da referência, o que pode garantir um pacote ainda maior de concessões para acelerar seu desenvolvimento.

Caso os dados sejam confirmados oficialmente pela FIA, o resultado muda completamente a percepção inicial sobre a nova era dos motores da Fórmula 1. Enquanto a Red Bull Ford desponta como a referência técnica do grid, rivais como Mercedes, Ferrari, Audi e Honda terão a oportunidade de utilizar o sistema ADUO para diminuir a diferença ao longo das próximas temporadas.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se