George Russell terminou o Grande Prêmio de São Paulo com pontos positivos, apesar de não conseguir transformar o bom ritmo em um resultado ainda melhor. O piloto da Mercedes ganhou posições na largada, mas perdeu parte delas após arriscar uma manobra nas primeiras voltas. Ainda assim, destacou o desempenho com os pneus macios e avaliou as dificuldades enfrentadas pela equipe durante a chuva em Interlagos.
Ao comentar o início da prova, o britânico reconheceu que assumiu riscos ao identificar uma oportunidade de avançar no pelotão. A estratégia, porém, não trouxe o resultado esperado.
“Não me lembro exatamente do que aconteceu. Arrisquei bastante porque enxerguei uma oportunidade. Mas esse é o preço que se paga em momentos nos quais você pode ganhar ou perder muito”, explicou.
Russell também afirmou que a perda de posições comprometeu sua recuperação na corrida. Apesar disso, encontrou motivos para deixar Interlagos satisfeito com o desempenho apresentado com os pneus macios.
“Dessa vez, não deu certo para nós. Ironicamente, por causa disso, não consegui me recuperar e voltar à disputa. Mas mostrei um ritmo muito forte com os pneus macios”, afirmou.
O piloto destacou que teve um desempenho especialmente positivo com esse composto, algo que, segundo ele, não acontecia havia bastante tempo.
“Diria que tive o melhor ritmo com os pneus macios, algo que não acontecia há bastante tempo. Então, procuro tirar os pontos positivos disso.”
A chegada da chuva também trouxe desafios para a Mercedes. Russell revelou que estava animado com a mudança nas condições da pista, mas nem ele nem Kimi Antonelli conseguiram fazer os pneus funcionarem como esperavam.
“Eu estava muito animado quando a chuva começou a chegar, mas nem Kimi nem eu conseguimos fazer os pneus funcionarem. Então, precisamos entender por que isso aconteceu”, disse.
Uma das possíveis explicações levantadas pelo britânico está relacionada à temperatura dos pneus. Como a Mercedes foi uma das primeiras equipes a realizar a parada nos boxes, os pilotos podem ter perdido temperatura no momento em que a pista esfriava.
“Talvez haja uma pequena explicação: como fomos os primeiros a entrar nos boxes, mesmo com a pista mais fria, acabamos perdendo um pouco de temperatura nos pneus e tentamos fazê-los funcionar. Você acaba entrando em uma espécie de espiral negativa. Por enquanto, essa é a única explicação que temos.”
Apesar dos contratempos, Russell considerou que o resultado da corrida foi melhor do que a equipe esperava. O britânico também chamou atenção para as condições de temperatura enfrentadas ao longo das últimas provas.
“Foi consideravelmente melhor do que todos esperávamos. Acho importante perceber também que as três corridas foram disputadas em condições de pista muito frias”, avaliou.
O piloto comparou as condições de Interlagos com as de outras etapas, destacando que, mesmo com chuva, as temperaturas na Malásia e em Singapura foram mais elevadas.
“Então, talvez, com chuva e uma temperatura de apenas 15 graus, tenhamos enfrentado algumas dificuldades”, concluiu.