Única mulher brasileira a enfrentar o tetracampeão mundial de Fórmula 1 Max Verstappen no desafio 'Max x 100', que colocou 100 pilotos em uma disputa de kart contra o holandês, a skatista Letícia Bufoni rememorou a participação no evento em uma conversa descontraída com o piloto no Autódromo de Interlagos.
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Em entrevista ao Terra neste domingo, 8, durante o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, Letícia contou que, ao visitar o escritório da Red Bull Racing no paddock de Interlagos, teve a oportunidade de conversar com o Verstappen e reviver momentos dos quais nem ela se lembrava do desafio.
"Ele me falou que teve um momento em que deu um toque em mim e eu nem sabia, porque teve um momento, na segunda curva, que muitos karts pararam no meio, tinha um cara atravessado na pista, tentamos ir por fora, ele deu um toque em mim e me passou. E assim que ele passasse, tinha que sair da corrida, mas foi muito legal ter essa experiência", relembrou.
"A gente treinou junto com ele (Verstappen), foi um momento que eu nunca imaginei que teria na minha vida. Poder correr contra, na minha opinião, os melhores pilotos do mundo, nunca achei que seria possível. Não teve a pressão que normalmente tem em um fim de semana de corrida, que é super focado", acrescentou.
A multicampeã dos X Games também arriscou avaliar a diferença da pressão entre competir no skate e nas disputas da Porsche Cup, categoria pela qual já percorreu a pista de Interlagos.
"É uma pergunta difícil. No skate eu me coloco com muita pressão, porque é o meu esporte da vida inteira. Então correr um X Games, tentar uma medalha, é uma pressão que eu acho que eu nunca senti em nenhum outro lugar. Mas estar a 200 quilômetros por hora numa pista também é uma sensação inexplicável. Mas eu sinto menos pressão que no carro do que no skate, porque, como ainda estou começando, eu não sinto aquela pressão de performar, ganhar. E no skate eu me cobro muito", finalizou.