Segundo o site The Race, os concorrentes da Mercedes na Fórmula 1 intensificaram, nas últimas semanas, as conversas para tentar alterar a forma como a taxa de compressão dos motores é verificada. A ideia é apresentar uma proposta a tempo do início da temporada, no GP da Austrália, diante da suspeita de que a Mercedes estaria operando com uma taxa mais alta quando o motor está em temperatura de funcionamento — algo que não seria captado pelos testes atuais.
Hoje, o regulamento determina que a taxa de compressão seja medida em condições ambientais. Rivais acreditam que isso abre margem para interpretações que geram vantagem em pista e defendem que as medições passem a ser feitas com a unidade de potência quente, mais próxima da realidade de uso. Entre as alternativas discutidas estão sensores em pista ou verificações nas garagens com o motor em temperatura de operação.
Ferrari, Audi e Honda foram as primeiras a se mobilizar formalmente e, agora, a Red Bull também pode apoiar a iniciativa. Caso quatro dos cinco fabricantes estejam alinhados, seria possível alcançar a supermaioria necessária para uma mudança imediata no regulamento — desde que haja também o aval da FIA e da FOM.
Esse, porém, é o principal obstáculo. Até o momento, a FIA mantém a interpretação atual das regras e já reforçou que as medições devem seguir sendo feitas em condições ambientais, posição que também teria sido respaldada pelo presidente da entidade. Além disso, a homologação final das unidades de potência acontece em 1º de março, o que praticamente inviabiliza qualquer mudança de impacto imediato.
Internamente, a expectativa é de que, mesmo que uma nova metodologia ganhe força, ela só passe a valer a médio ou longo prazo, possivelmente a partir de 2027. Toto Wolff, chefe da Mercedes, afirmou que a equipe está tranquila quanto à legalidade do motor e criticou o foco excessivo dos rivais no tema, reforçando que a interpretação atual é clara e validada pelos órgãos reguladores.