As novas regras da Fórmula 1 para 2026 provocaram críticas de diversos pilotos, especialmente em relação à maior dependência da energia elétrica e ao gerenciamento das baterias. Max Verstappen foi um dos mais incisivos, chegando a classificar o novo estilo de pilotagem como "anti-corrida" e compará-lo a uma "Fórmula E com esteroides".
Fernando Alonso também criticou as mudanças, principalmente pela perda de velocidade em curvas de alta e pela necessidade de preservar energia. Após as reclamações no início da temporada, pilotos, F1 e FIA discutiram possíveis ajustes, com um plano para aumentar gradualmente a participação do motor de combustão até 60% da potência total em 2028.
Diante das críticas, Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, afirmou que os pilotos têm liberdade para expressar suas opiniões, mas destacou que cabe à categoria definir o caminho que considera mais adequado para o esporte.
"Não estamos aqui para colocar uma fita na boca de ninguém. A beleza do esporte é que todos podem ter uma opinião, mas existe alguém que tem o dever de definir uma direção."
Domenicali lembrou que as regras de 2026 foram criadas com objetivos específicos, entre eles atrair novos fabricantes para a categoria, algo que, segundo ele, já trouxe resultados com a chegada da Audi e o retorno da Honda como fornecedora de motores.
Para Domenicali, as divergências devem ser discutidas de forma construtiva e longe da exposição pública excessiva. O italiano reconheceu a importância dos pilotos, mas reforçou que as decisões precisam considerar todos os envolvidos, especialmente os fãs.
"Tenho o dever de fazer um resumo do que é melhor para o esporte. Os fãs são a prioridade. Precisamos olhar para frente e garantir que a Fórmula 1 continue crescendo, todos juntos, da maneira certa."