F1: Audi defende motores turbo e faz ressalvas ao retorno dos V8 aspirados na Fórmula 1

Montadora alemã apoia motores mais simples para 2031, mas considera a eficiência energética prioridade para o futuro

5 jun 2026 - 12h48
Audi de Gabriel Bortoleto durante final de semana em Mônaco
Audi de Gabriel Bortoleto durante final de semana em Mônaco
Foto: Reprodução / F1

A Audi se posicionou contra uma possível volta dos motores V8 aspirados à Fórmula 1 a partir de 2031. Embora apoie discussões para reduzir custos e simplificar as unidades de potência, a fabricante alemã considera fundamental que os futuros regulamentos mantenham foco na eficiência energética, característica que, segundo a empresa, favorece a utilização de turbocompressores.

O debate ganhou força após o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem defender publicamente a adoção de motores V8, argumentando que eles seriam mais leves, simples e baratos, além de resgatarem o som tradicional associado à categoria.

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Durante um evento realizado antes do GP de Mônaco, o CEO da Audi, Gernot Döllner, afirmou que a marca prefere manter os turbos independentemente do número de cilindros utilizado.

"Para nós, o mais importante é que os regulamentos tenham a eficiência energética como prioridade. Por isso, preferimos motores turbo. Essa questão é mais importante do que discutir quantos cilindros o motor terá", afirmou.

Döllner destacou que a posição da Audi pode ser observada até mesmo em seus projetos de carros de rua. A marca lançou recentemente o superesportivo Nuvolari, equipado com um motor V8 biturbo híbrido capaz de gerar até 1.000 cavalos de potência.

"Não vejo isso como um fator decisivo neste momento. Confio que teremos boas discussões sobre os regulamentos e que continuaremos utilizando combustíveis sustentáveis", explicou.

Além das discussões sobre 2031, a Audi também demonstrou preocupação com possíveis alterações nas regras dos motores previstas para 2027. A fabricante defende estabilidade regulatória, especialmente por estar entrando agora na categoria e já ter investido significativamente no desenvolvimento de sua unidade de potência.

Segundo Döllner, mudanças técnicas prematuras poderiam aumentar os custos justamente em um momento em que as montadoras buscam maximizar a eficiência financeira dentro do teto orçamentário imposto pela Fórmula 1. As negociações entre FIA, Fórmula 1 e fabricantes devem avançar durante o fim de semana do GP de Mônaco, enquanto a categoria começa a desenhar o futuro de seus motores para a próxima década.

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