F1: Alonso critica carros híbridos em Mônaco: “Os piores de todos os tempos”

Espanhol reclama das limitações impostas pela recuperação de energia nos carros atuais

5 jun 2026 - 16h06
Foto: Divulgação / Aston Martin F1

Fernando Alonso é conhecido por sua aversão aos novos carros da F1 de 2026, e isso ficou claro após sua declaração depois dos treinos livres de sexta-feira em Mônaco. O espanhol criticou e classificou os carros híbridos como “os piores de todos os tempos” e afirmou que eles “não deveriam estar correndo”.

O piloto da Aston Martin tem sido um dos maiores críticos das novas regras da categoria desde que testou o carro mais recente de sua equipe. Ele lamentou que as curvas de alta velocidade não são mais um desafio, considerando que os pilotos tiram o pé do acelerador por conta do gerenciamento de energia.

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Mônaco, no entanto, é o único lugar onde não há necessidade de economizar energia. Porém, isso não significa que os pilotos estejam livres de restrições, como apontou Alonso, frustrado. “Esta é provavelmente a pior geração de carros que já dirigi em Mônaco”, lamentou ele.

Segundo o espanhol, a recuperação de energia da bateria altera constantemente o comportamento do carro durante a volta, fazendo com que o freio motor nem sempre responda da mesma maneira, principalmente quando a bateria está totalmente carregada. Por conta dessas características dos atuais carros híbridos, ele afirmou que esse tipo de tecnologia não deveria estar presente nas corridas.

A aversão de Alonso pelos carros de 2026 se agrava por conta dos problemas específicos do carro da Aston Martin, dos quais o espanhol vem reclamando como "reduções de marcha aleatórias". Ele foi surpreendido novamente no primeiro treino livre, perdendo o controle na aproximação da chicane e tocando no muro.

O bicampeão também explicou que as reduções de marcha inesperadas se relacionam com a forma como o carro gerencia a recuperação de energia nas frenagens. Para Alonso, a necessidade de equilibrar esse processo com as trocas de marcha torna o comportamento do carro mais difícil e imprevisível, algo que a Aston Martin ainda busca aperfeiçoar. “Há muitas coisas acontecendo este ano e parece que ainda não atingimos o nível ideal”, concluiu Alonso.

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