O regulamento atual tem sido o foco das discussões nas três primeiras corridas do ano devido às reclamações excessivas dos pilotos. Com as novas unidades de potência sofrendo com a falta de energia, a necessidade de recuperar bateria para garantir potência alterou a dinâmica de pilotagem.
Os efeitos mais notáveis são longos períodos de lift-and-coast e reduções de marcha em plena reta, além de uma postura passiva nas curvas, já que atacar uma curva pode resultar em uso não eficiente de energia, deixando o piloto exposto nas retas.
Nesta segunda, FIA, FOM, chefes de equipe e fabricantes de motores se reunirão para votar propostas de mudanças nas regras de gerenciamento e implantação de energia.
Os pilotos, em geral, têm criticado abertamente as mudanças, afirmando que as curvas agora são limitadas pela energia e não pela aderência. Nomes como Max Verstappen, Lando Norris e Carlos Sainz têm sido as vozes mais fortes, com um consenso geral de que o prazer de pilotar diminuiu.
A questão da segurança também ganhou destaque em Suzuka. Oliver Bearman sofreu um acidente grave de mais de 50G no GP do Japão ao tentar desviar da Alpine de Franco Colapinto. O argentino não havia reduzido, mas, devido a energia, estava cerca de 50 km/h mais lento que Bearman na entrada da Spoon. O impacto foi forte, mas, felizmente, Bearman saiu ileso, mas estava mancando após sair do cockpit.
Propostas de mudança
Com o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, a FIA teve tempo para revisar os dados de telemetria das primeiras etapas. As principais propostas discutidas para Miami em diante incluem:
Redução da energia máxima recuperável por volta, o que tornaria os tempos de volta mais lentos, mas eliminaria técnicas anormais de pilotagem.
Aumento da taxa de superclipping para 350kW, reduzindo o tempo de perda de velocidade final.
O papel dos pilotos
Segundo informações do PlanetF1, George Russell, diretor da Associação dos Pilotos, tem sido a voz principal nas discussões com a entidade. Russell destacou que o objetivo é garantir classificações sem necessidade de economizar energia e reduzir a diferença de velocidade entre os carros em pontos perigosos da pista.
"Acho que houve conversas muito positivas com a FIA e todos estão alinhados sobre o que estamos tentando alcançar. Espero ver isso concretizado a partir de Miami", afirmou George Russell.
Embora a GPDA não tenha voto oficial, há uma expectativa de que a opinião dos pilotos prevaleça na reunião de segunda-feira. Caso contrário, a FIA tem o poder de impor mudanças por motivos de segurança.