A Ferrari iniciou a temporada de 2026 da Fórmula 1 com bons resultados, mas já enfrenta um desafio claro: a desvantagem de desempenho em relação à Mercedes, especialmente nas retas. A avaliação partiu do próprio Lewis Hamilton e foi confirmada pelo chefe da equipe, Frédéric Vasseur.
O alerta veio após as primeiras corridas do ano, nas quais a escuderia italiana garantiu pódios em todas as etapas, incluindo um terceiro lugar de Hamilton na China, seu primeiro com a Ferrari. Apesar do início consistente, o heptacampeão apontou que o carro SF-26 perde desempenho em trechos de alta velocidade, onde a Mercedes tem se mostrado superior.
Hamilton destacou que a rival apresenta melhor entrega de energia e menor perda de potência ao fim das retas, o que gera vantagem direta em disputas e ultrapassagens. Segundo ele, a Ferrari precisa extrair mais do motor para reduzir essa diferença.
A análise foi endossada por Vasseur, que reconheceu publicamente o problema. O dirigente afirmou que a equipe tem um “déficit de performance em linha reta” e que melhorias são necessárias para manter a competitividade ao longo da temporada.
O cenário se torna ainda mais relevante diante das mudanças técnicas da Fórmula 1 em 2026, que aumentaram a importância da gestão de energia e introduziram novos recursos, como o modo de ultrapassagem com ganho adicional de potência. Nesse contexto, perder desempenho fora dessas condições pode comprometer o ritmo de corrida e dificultar ataques no pelotão.
Como parte da reação, a Ferrari planeja um dia de testes em Monza, circuito conhecido como “Templo da Velocidade” para otimizar o conjunto mecânico e buscar ganhos no motor. A atividade também será estratégica para preparar atualizações antes da próxima etapa da temporada, em Miami.
Mesmo com o reconhecimento das limitações, a equipe mantém o otimismo. Com presença constante no pódio e margem para evolução, a Ferrari aposta no desenvolvimento ao longo do campeonato para reduzir a diferença e voltar a disputar vitórias de forma mais consistente.