Toto Wolff, CEO e chefe de equipe da Mercedes, falou sobre a aposta arriscada ao promover Kimi Antonelli para a F1, que gerou críticas e questionamentos sobre a pressão colocada sobre o jovem italiano. Ele também explicou como sua experiência nas pistas influencia sua abordagem na gestão e no desenvolvimento de seus pilotos.
Antes de assumir o cargo de CEO e chefe de equipe da Mercedes em 2013, Toto Wolff construiu trajetória no automobilismo ao competir no Campeonato Austríaco de Fórmula Ford, na Fórmula Ford Alemã e nas 24 Hours of Nürburgring de 1994, além de ter passagens pelo Campeonato FIA GT e pelo Campeonato Italiano de GT.
Ao longo de sua trajetória no comando da equipe alemã, Toto Wolff trabalhou com nomes como o heptacampeão Lewis Hamilton e o campeão de 2016 Nico Rosberg, além de pilotos como Valtteri Bottas e, agora, George Russell e Kimi Antonelli. Sob sua liderança, a Mercedes conquistou oito campeonatos de construtores e sete campeonatos de pilotos.
Em entrevista ao The Athletic, ao abordar a forma como gerencia seus pilotos e o aspecto psicológico da liderança, Toto destacou que sua própria experiência como piloto o ajuda a entender as pressões às quais esses jovens são submetidos. Na visão dele, a avaliação de um piloto promissor vai além do talento e da velocidade, passando também pela capacidade de desenvolvimento e, principalmente, pela forma como lida com a pressão. Para o chefe de equipe da Mercedes, esse é um fator central na Fórmula 1, já que a categoria exige desempenho em alto nível.
"Quando você analisa a política de outras equipes juniores, elas demitem os pilotos se eles não estiverem indo bem depois de três corridas. Nós fizemos o oposto com o Kimi”, disse Wolff sobre o jovem piloto italiano.
Segundo o austríaco, a aposta envolvia um piloto de apenas 18 anos, mas o talento chegava à Mercedes com um dos melhores currículos no kart e nas categorias de base. Ainda assim, o primeiro ano de Antonelli foi marcado por erros e críticas quanto à escolha da equipe, cenário que, de acordo com Toto, já estava calculado no risco assumido pela Mercedes.
"Disseram que ele era muito jovem, que cometia muitos erros e que estávamos o descartando. E esse foi um risco absolutamente calculado. Sabíamos que isso aconteceria no primeiro ano”, esclareceu Toto Wolff.