A Aston Martin iniciou a temporada 2026 da Fórmula 1 longe do nível esperado, e análises internas apontam que os problemas vão além do motor Honda, atingindo diretamente o projeto do carro.
A parceria entre Aston Martin e Honda chegou cercada de expectativa para o novo regulamento da Fórmula 1, mas o desempenho nas primeiras atividades da temporada revelou um cenário preocupante. Inicialmente, o foco das críticas estava na unidade de potência, mas avaliações mais detalhadas indicam que o carro tem responsabilidade equivalente, ou até maior, na crise.
Estimativas internas sugerem que tanto o motor quanto o chassi contribuem de forma semelhante para o déficit de desempenho, com perdas significativas de tempo por volta. Ainda assim, há a percepção dentro da equipe de que o conjunto aerodinâmico e estrutural pode ser o principal limitador neste momento.
Um dos pontos críticos é a integração entre o motor Honda e o carro. Dados apontam que níveis de vibração considerados aceitáveis em testes isolados aumentam quando o motor é instalado no chassi, levantando suspeitas sobre falhas no acoplamento ou na rigidez estrutural.
Além disso, decisões de projeto da própria Aston Martin podem ter agravado o cenário. A busca por um pacote mais compacto exigiu adaptações em componentes do motor, o que pode ter comprometido a confiabilidade e o funcionamento ideal do conjunto.
Outro fator relevante é o desenvolvimento de um novo câmbio interno, o primeiro da equipe em muitos anos, que ainda apresenta desafios, incluindo possível excesso de peso, impactando diretamente a performance do carro.
Mesmo diante das dificuldades, o discurso interno mantém cautela e foco na evolução. A equipe reconhece que o caminho de recuperação será longo e deve exigir mudanças estruturais importantes ao longo da temporada.
O experiente Fernando Alonso, por sua vez, vê potencial no projeto, mas admite que os ganhos mais significativos não devem acontecer no curto prazo.