Indy: Categoria reduzirá potência dos motores híbridos até o fim da temporada

Para evitar falta de peças, Indy corta até 25% da potência dos sistemas híbridos a partir deste fim de semana em Road America

17 jun 2026 - 17h12
(atualizado às 17h12)
Foto: Paul Hurley / Penske Entertainment

A IndyCar Series informou às equipes que irá restringir a potência extra gerada pelos seus sistemas híbridos pelo restante da temporada. A decisão, que entra em vigor já neste fim de semana durante o GP de Road America, foi motivada por recorrentes problemas de confiabilidade no sistema de armazenamento de energia (ESS) e na unidade motora geradora (MGU), o que levantou temores sobre o fornecimento de peças para as próximas etapas.

A equipe técnica da Indy definiu que os cortes irão variar de 10% a 25% na potência híbrida e os ajustes serão feitos corrida a corrida, de acordo com as exigências de cada circuito. Até então, o sistema elétrico padrão da categoria tinha a capacidade de fornecer cerca de 50 cavalos de potência extra aos pilotos em curtos períodos.

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Nos circuitos ovais, o recurso híbrido é a única forma de obter potência extra apertando um botão no volante. Já em circuitos mistos e de rua, como o de Road America, o dispositivo serve como um complemento ao já conhecido push-to-pass (que atua no aumento do giro do turbo). Se acionados juntos, os sistemas podiam somar até 100 cavalos extras aos motores fabricados por Chevrolet e Honda.

O objetivo do corte na regeneração e na liberação de energia elétrica é fazer com que os propulsores operem em margens de segurança similares às utilizadas no início dos testes, há quase dois anos em Mid-Ohio. Com isso, a categoria espera recuperar a durabilidade do equipamento e poupar o estoque de componentes para garantir que todos os carros consigam finalizar o campeonato de forma justa e sem déficit de peças.

Apesar de ser um recuo no desenvolvimento, a mudança não deve afetar o espetáculo ou alterar drasticamente o ritmo de corrida na pista. De acordo com o diretor da Andretti Global, Ron Ruzewski, a diferença será sutil: "Acho que estamos falando de alguns décimos de segundo, não de segundos de diferença no tempo de volta. Não acredito que será uma mudança enorme", minimizou o dirigente em entrevista ao portal norte-americano Racer.

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