Uma das regras polêmicas da Copa do Mundo nos Estados Unidos é o protocolo de raios, que determina que, quando uma descarga elétrica é registrada a até 13 km (8 milhas) do local da partida, o evento esportivo deve ser interrompido. Caso outro raio ocorra dentro desse intervalo, o cronômetro reinicia e a paralisação se estende por mais 30 minutos.
Essa regra já havia sido aplicada na Copa do Mundo de Clubes do ano passado e surgiu após uma tragédia na NASCAR, quando um torcedor morreu e outros oito ficaram feridos ao serem atingidos por um raio durante a Pennsylvania 400, em 5 de agosto de 2012. A prova, interrompida na 98ª volta, não foi retomada, e Jeff Gordon acabou declarado vencedor.
A NASCAR chegou a ser processada pelas famílias das vítimas, mas foi inocentada em 2016. Após o episódio, a categoria adotou o protocolo de raios que conhecemos hoje. Posteriormente, outras ligas esportivas passaram a utilizá-lo, como a NFL, a MLB e diversas federações, tornando-se uma referência para a regulamentação de eventos esportivos nos Estados Unidos, um dos países com maior incidência de raios no mundo.
A FIFA também adota o protocolo, devido à obrigatoriedade de seguir as normas locais de segurança durante a realização da Copa do Mundo 2026.