O volante Alexsander, camisa 5 do Atlético-MG, passou por tratamento com células-tronco para se recuperar de lesão no joelho esquerdo. Entenda para que serve o tratamento que vem ganhando espaço no meio esportivo de alto rendimento.
O volante Alexsander, do Atlético-MG, foi submetido a um tratamento com células-tronco após sofrer a ruptura total do ligamento colateral medial do joelho esquerdo, no fim do mês passado. O procedimento adotado pelo clube é considerado conservador e busca evitar a necessidade de uma cirurgia.
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A lesão aconteceu durante a partida entre Atlético-MG e Pouso Alegre FC, pela sexta rodada do Campeonato Mineiro, em 31 de janeiro passado. O time de Belo Horizonte levou a vitória por 3 a 1.
O Galo deu detalhes sobre o quadro clínico do camisa 5 na última segunda-feira, 9, quando informou sobre o tratamento por meio de nota. O procedimento, segundo o clube, utiliza células-tronco do próprio atleta, aplicadas diretamente na região da lesão.
O objetivo, de acordo com o Atlético-MG, é estimular a cicatrização e acelerar o reparo tecidual, reduzindo o tempo de recuperação. O tratamento transcorreu com sucesso e conforme o planejado, e Alexsander iniciou a reabilitação já na quarta-feira, 10, na Cidade do Galo. Por outro lado, o clube não deu prazo para o retorno do volante às atividades normais.
O ortopedista Dr. Luiz Felipe Carvalho, diretor do Departamento de Pesquisas com Células-Tronco do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), o procedimento ao qual Alexsander foi submetido tem ganhado espaço no meio esportivo de alto rendimento.
“As células-tronco são cada vez mais utilizadas para acelerar a recuperação de lesões, especialmente em atletas, porque atuam estimulando os mecanismos naturais de regeneração do próprio organismo”, explica.
Carvalho destaca que, no caso de lesões ligamentares como a de Alexsander, o tratamento favorece a reorganização das fibras e a redução de processos inflamatórios. Ele acrescenta que o uso de células do próprio paciente também diminui riscos de rejeição.
“Quando utilizamos células autólogas, ou seja, do próprio atleta, o objetivo é potencializar a cicatrização biológica, respeitando o tempo do corpo, mas oferecendo um estímulo mais eficiente à recuperação”, complementa o ortopedista.
O histórico de lesões do camisa 5 também pesou na decisão por um tratamento conservador: em 2023, Alexsander já havia lesionado o mesmo ligamento do joelho esquerdo, à época em que atuava pelo Fluminense. Em 2025, enfrentou problema semelhante no joelho direito e ficou fora de jogo por 30 dias.
O médico ressalta que as repetições de lesões exigem atenção redobrada durante a reabilitação do atleta: "Não se trata apenas de voltar a jogar o mais rápido possível, mas sim de recuperar a função completa da articulação e reduzir o risco do aparecimento de novas lesões no futuro".