Scarpa celebra avanço em processo por golpe de criptomoedas: "Agora é orar"

Processo do meio-campista do Atlético contra empresa de Willian "Bigode" se estende desde 2023 e está próximo de desfecho

19 jun 2026 - 19h35
Jogadores tiveram encontro no início da temporada –
Jogadores tiveram encontro no início da temporada –
Foto: Pedro Souza / Atlético / Jogada10

Gustavo Scarpa, do Atlético, usou rede social nesta sexta-feira (19/6) para comentar avanço na ação que move contra a empresa de Willian "Bigode", atacante do América. Em tom bem-humorado, o jogador mostrou otimismo pelo desfecho da história e ironizou fala de ampla repercussão do ex-companheiro de Palmeiras.

"Esqueci de compartilhar uma notícia top, depois de três anos e meio, finalmente todos os réus devidamente citados no processo. Acho que agora vai, hein. Agora é orar", disse no Instagram.

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A Justiça negou um recentemente um recurso apresentado pela defesa de Bigode. Isso porque, segundo o acordo, os advogados pediram o recurso em nome de outras pessoas relacionadas no processo. No entanto, não é permitido por lei.

Envolvida no caso, a empresa WLJC reclamava que a Justiça citou outros dois réus por edital — e não pessoalmente. O processo, entretanto, seguiu normalmente, e o juízo acabou citando os demais réus por edital.

Jogadores tiveram encontro no início da temporada –
Foto: Pedro Souza / Atlético / Jogada10

Relembre o caso envolvendo Scarpa e Bigode

No início de 2023, reportagem do "Fantástico" revelou que Mayke e Gustavo Scarpa haviam investido cerca de R$ 10,4 milhões em criptomoedas em uma empresa indicada por Willian. Os três eram amigos desde os tempos de Palmeiras.

Entretanto, os valores deveriam ter sido resgatados em 2022, o que não aconteceu. Assim, Scarpa e Mayke acionaram a Justiça para tentar recuperar o dinheiro e, desde então, o processo segue em andamento.

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Scarpa diz em boletim de ocorrência que investiu R$ 6,3 milhões, enquanto o lateral Mayke aportou mais R$ 4 milhões na empresa Xland Holding Ltda. A promessa era de que o rendimento seria de 3,5% a 5% ao mês. O juiz do caso diz que há indícios claros de pirâmide financeira.

A dupla revelou à polícia que fizeram negócio por indicação de Willian Bigode, dono da empresa WLJC Gestão Financeira.

Gustavo Scarpa conseguiu o bloqueio dos salários de Willian, na época jogador do Santos, em 2024. No início do ano passado, Mayke teve ganho de causa parcial concedido pela Justiça.

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