Betinho Marques - Galo faz análise de currículos e "dinâmicas de grupo" para escolher novo comandante

"O Galo precisa de gente fina, elegante e sincera, já dizia o poeta. A análise de currículos está no RH"

16 fev 2026 - 13h08
(atualizado às 13h08)
Foto: Pedro Souza / Atlético - Legenda: Atlético em busca de um novo comandante / Jogada10

O ciclo sem fim recomeçou. O Galo está, novamente, em busca de um novo comandante técnico após a saída de Jorge Sampaoli na tarde da última quinta-feira (12), depois do desastroso empate em 3 a 3 na Arena MRV. Mas a realidade é que, em um pote de divergências, era apenas uma questão de tempo para a saída do argentino.

Juntando a certa inflexibilidade de Jorge em relação aos atletas que não eram de sua preferência e a evidente desconexão dos discursos do treinador com Paulo Bracks, a coesão era inexistente. A pirraça de um, junto aos discursos nas entrelinhas do CSO, demonstraram que o fim era iminente e aconteceu.

Publicidade

RESPOSTA?

Diante do frágil Itabirito, o Galo se classificou às semifinais e fez um elástico 7 a 2 com uma facilidade não alcançada anteriormente contra outra equipe de mesmo nível técnico.

Apesar disso, Hulk marcou três vezes, chegou ao posto de sétimo artilheiro da história do GALO, com 140 gols, mas, ao final do jogo, se desculpou com Sampaoli e depositou em si e no grupo parte da culpa pelo insucesso até aqui na temporada.

Num levantamento do jornalista Jonatas Berto, do Portal FalaGalo, na última década, em apenas uma oportunidade um treinador ultrapassou 300 dias de trabalho. Nem Cuca, campeão em 2021, seguiu no comando: foram 299 dias, contando o dia de anúncio oficial. E, acreditem, foi o próprio Sampaoli o dono dos maiores números: 1º mar/2020 a 22 fev/2021 - 359 dias, quase 12 meses.

ANÁLISE DE CURRÍCULOS E PERFIL

Diante desse cenário caótico, em silêncio, o Atlético busca o seu novo comandante. Claro, diante de muita especulação, nomes variam de A a Z. Mas a probabilidade maior é que, desta vez, o treinador fale português, não descartando uma possibilidade vinda da Argentina.

Publicidade

Mais que isso, a procura atleticana passa por um perfil técnico, promissor, comportado, que dialogue muito com o CIGA. Que fomente a promoção da base e que não dificulte o ambiente e, principalmente, não contrarie o dono da SAF. Tem que vir no sapatinho.

Obviamente, o tom bélico desgasta muito. Porém, o atleticano aguarda ansioso por uma escolha e espera também que o atual diretor de futebol, Paulo Bracks, atue e não seja um simples carteiro. Mas que tenha ações que fomentem a temperança do ambiente, indo além de ser apenas um secretário da SAF.

Afinal de contas, ser gestor de futebol é muito mais do que contratar. É desse personagem a obrigação de antever problemas, gerir crises como as que ocorreram em julho de 2025, de blindar o ambiente, de ser interlocutor com agentes, clubes e, por essas ações, passa ou não a ser respeitado pelo ecossistema do futebol.

Enfim…

Sampaoli já foi. O Galo está na fase de análise de currículos e dinâmicas de grupo, mas uma coisa é certa: o processo é maior que os personagens, e ninguém será feliz se sempre houver como solução apenas a troca do metal de sacrifício.

Publicidade

Ou todo mundo rema junto, quebrando as divergências internamente, ou será sempre o "agarra emprego", no qual cada um por si contradiz a métrica básica do próprio esporte, que é coletivo. O Galo precisa de gente fina, elegante e sincera, já dizia o poeta. A análise de currículos está no RH.

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads,  Twitter, Instagram e Facebook.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se