A Fifa deu início a uma verdadeira ofensiva disciplinar envolvendo a seleção da Argentina pelos episódios registrados na Copa do Mundo. As medidas atingem a Associação do Futebol Argentino (AFA), jogadores e até mesmo membros da comissão técnica, com foco especial nos acontecimentos da decisão diante da Espanha.
As decisões foram tomadas após a avaliação do relatório produzido pelo Procurador Disciplinar e de Ética sobre os incidentes registrados na final do Mundial.
O lateral Molina é um dos principais alvos. Ele responderá, inclusive, por três acusações, sendo duas relacionadas a agressão e uma terceira por outra infração prevista no Código Disciplinar da entidade.
O volante Paredes, aliás, também terá de prestar esclarecimentos. Ele foi denunciado por três agressões após a decisão contra a Espanha - em uma delas socou e derrubou o espanhol Gavi. A Fifa acusa o auxiliar técnico Roberto Ayala de agredir o jogador espanhol Dani Olmo.
A Fifa ainda investiga o argentino Thiago Almada e o espanhol Gavi por possível conduta antidesportiva, e ambos devem receber penas mais leves.
AFA responderá por racismo de torcedores
A AFA, inclusive, responderá por uma série de violações ao regulamento da competição. Entre os pontos analisados estão manifestações de caráter discriminatório (racismo) protagonizadas por torcedores, atrasos no início de partidas, falhas no cumprimento dos protocolos de segurança e organização, exibição de mensagens consideradas inapropriadas e, inclusive, lançamento de objetos das arquibancadas.
Segundo a Fifa, todos os denunciados já receberam comunicação oficial e poderão apresentar defesa antes do julgamento. Portanto, somente após essa etapa o Comitê Disciplinar definirá se os envolvidos sofrerão punições. Porém, a entidade, no entanto, ainda não informou quando pretende concluir os processos.
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