O que fazer se você foi vítima de golpe na Black Friday

No sábado de promoções, a quantidade de produtos vendidos no Brasil bateu a marca dos 5,8 milhões

28 nov 2022 - 06h00
(atualizado às 11h00)
Foto: Adobe Stock

A Black Friday passou e o ímpeto das compras se estendeu pelo sábado, que registrou mais de R$ 1,2 bilhão em transações no e-commerce brasileiro, segundo monitoramento Hora a Hora da Confi Neotrust, empresa de inteligência de dados com foco em e-commerce, em parceria com a ClearSale, empresa de inteligência de dados com soluções para prevenção a riscos. 

No sábado de Black Friday, a quantidade de produtos vendidos bateu a marca dos 5,8 milhões ― apenas 1,4% menor do que em 2021. Além disso, a quantidade de itens por compra também superou ao de 2021, com média de 2,6 produtos por pedido, algo próximo a 3,1% maior que 2021.

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No entanto, nem tudo são boas notícias: a quantidade de fraudes e golpes continua muito alta. A própria ClearSale informa que de quinta-feira até sábado evitou R$ 51,7 milhões em tentativas de fraude, algo próximo a 40 mil pedidos fraudulentos. 

“A projeção que fizemos será superada, e isso é um aviso importante aos lojistas, pois os novos meios de pagamentos abrem margem para novos tipos de fraudes. O crescimento do Pix e de outros métodos de pagamentos podem ter impulsionado esse número”, diz Marcelo Queiroz, head de estratégia de mercado da ClearSale.

O que fazer se você foi vítima de fraude

Os golpes geralmente envolvem o roubo de dados sensíveis como número de identidade e dados do cartão de crédito, trazendo inúmeros transtornos com a utilização indevida desses dados durante a Black Friday.

Os principais golpes virtuais dessa época envolvem phishing, que é a criação de páginas falsas de empresas de vendas e instalações de malware, que são softwares maliciosos que se instalam quando do acesso a páginas desprotegidas.

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A criação de páginas falsas envolve a criação de anúncios pagos, aplicativos, e-mails, perfis em redes sociais, mensagens de celular e sites. Por terem um formato aparentemente insuspeito, as pessoas acreditam nas ofertas e compartilham informações confidenciais, como o número do cartão e a senha.

“Caso você perceba que foi vítima de um golpe, a primeira atitude é manter a calma e buscar os canais de atendimento online da empresa, como a ouvidoria e o SAC, tendo em conta que a empresa pode também estar sofrendo com o golpe”, aconselha Walberto L. Oliveira Filho, sócio do escritório Ernesto Borges Advogados.

“Outras atitudes importantes é registrar um boletim de ocorrência online e contatar seu banco ou sua operadora de cartão de crédito para informar a fraude, além de buscar medidas alternativas para solucionar o conflito, como conciliação e mediação”, finaliza o especialista em Direito e Relações de Consumo.

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