As vendas de aços planos por distribuidores no Brasil caíram 4,4% em julho em base anual, somando 330,2 mil toneladas, mas subiram 3,9% frente a junho, segundo o Inda. As importações recuaram 31,5%, enquanto os estoques atingiram 1,2 milhão de toneladas. Para agosto, projeta-se alta mensal de 1,5% nas vendas e compras. A entidade prevê estagnação na produção nacional em 2026, reflexo do fraco consumo industrial impactado pela entrada de produtos importados acabados.
As vendas de aços planos por distribuidores do Brasil somaram 330,2 mil toneladas em julho, recuo de 4,4% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Inda, entidade que representa o setor.
Na comparação com junho, porém, as vendas cresceram 3,9%. Para o mês de agosto, a entidade prevê que tanto as compras como as vendas registrem aumento de 1,5% na base mensal.
As importações recuaram 31,5% ano a ano, com volume total de 175,4 mil toneladas.
O estoque no mês passado subiu 1,1% em números absolutos em relação a junho, atingindo cerca de 1,2 milhão de toneladas, o que equivale a 3,6 meses de comercialização.
De acordo com o presidente-executivo do Instituto, Carlos Jorge Loureiro, a produção de aço no Brasil dificilmente terá crescimento em 2026 e provavelmente continuará no patamar de 33 milhões de toneladas.
Segundo Loureiro, a principal razão da limitação do crescimento é a queda no consumo da indústria, que está sendo impactada pela importação de equipamentos já produzidos.
"Nossos consumidores estão perdendo mercado, então fica difícil crescer", disse.