O Uruguai retomou a importação de carne de aves do Brasil após 19 dias de veto total, mantendo a restrição apenas para produtos de Santa Catarina devido a um foco da doença de Newcastle em Nova Itaberaba. Com a regionalização aceita, o impacto nas exportações nacionais cai para cerca de 15 mil toneladas mensais, o que representa 3% da média do país. Segundo o Ministério da Agricultura, o consumo de itens inspecionados segue seguro, enquanto o governo atua para liberar outros 11 mercados.
BRASÍLIA - O Uruguai decidiu na sexta-feira, 6, voltar a importar produtos avícolas brasileiros oriundos do Brasil, à exceção daqueles originados em Santa Catarina. O país reconheceu a regionalização sanitária de um foco da doença de Newcastle em 18 de outubro na cidade de Nova Itaberaba.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com as restrições do Uruguai e de outros países delimitadas ao Estado, o impacto sobre as exportações brasileiras de produtos avícolas passa a corresponder a aproximadamente 15 mil toneladas por mês, o equivalente a 3% da média mensal exportada pelo Brasil, de cerca de 500 mil toneladas.
Segundo nota do Mapa, a decisão uruguaia ocorre após um trabalho conjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), ambas do Mapa, e também do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Em nota, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o prazo de 19 dias em que a restrição uruguaia vigorou em todo o País até a reversão da medida para apenas o território catarinense.
"Em 2024, foram 74 dias. Agora, apenas 19. É uma diferença enorme e um resultado que merece ser comemorado. Não estamos falando apenas de números, mas de confiança, de credibilidade e da capacidade do Brasil de demonstrar que uma ocorrência sanitária localizada não precisa comprometer o comércio de todo o país. Essa é uma conquista do trabalho conjunto das nossas equipes, que protege a produção brasileira e dá mais segurança a quem produz e exporta."
Atualmente, 11 países ainda restringem produtos avícolas de Santa Catarina. De acordo com o governo, a prioridade é fazer com que essas medidas sejam delimitadas apenas à área onde ocorreu o foco da doença de Newcastle.
"Aos consumidores, o Ministério reitera que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações", diz a nota do Mapa.