Taxas se ajustam em baixa após forte avanço na sexta-feira e com IBC-Br no foco

16 mar 2026 - 09h53

Após subirem ‌na sessão anterior perto de 50 pontos-base em alguns vencimentos, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) se ajustam em baixa nesta segunda-feira, em meio ao recuo forte do dólar ante o real e ao avanço abaixo do esperado da atividade econômica ⁠no Brasil em janeiro.

No exterior, a manhã também é de recuo ‌firme dos rendimentos dos Treasuries, em meio ao cenário de guerra no Oriente Médio.

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Às 9h38, a taxa do DI ‌para janeiro de 2027 estava em ‌14,14%, com recuo de 15 pontos-base ante o ajuste ⁠de 14,294% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,96%, em baixa de 20 pontos-base ante 14,155%.

O rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 5 pontos-base, ‌a 4,236%.

Na sexta-feira as taxas futuras tiveram altas fortes no ‌Brasil, com a curva ⁠passando a ⁠precificar alguma chance, ainda que minoritária, de o Banco Central manter a ⁠taxa básica Selic em 15% ‌esta semana. As apostas ‌de que a instituição cortará a Selic em apenas 25 pontos-base seguiam majoritárias, mas a curva apagou a probabilidade de uma redução maior, de 50 pontos-base, em função ⁠da disparada do petróleo e das preocupações em torno da guerra que opõe EUA e Israel ao Irã.

Conforme o boletim Focus do BC, publicado nesta manhã, os economistas do mercado passaram a ver um ‌corte de 25 pontos-base na taxa básica esta semana, depois de 23 semanas apostando em redução de 50 pontos-base. A ⁠Selic projetada para o fim deste ano foi de 12,13% para 12,25% e a inflação calculada passou de 3,91% para 4,10%.

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Nesta manhã de segunda-feira, porém, as taxas dos DIs se ajustam em baixa ao forte avanço da sexta-feira e reagem ao Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), que avançou 0,80% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, menos que a alta de 0,85% projetada por economistas ouvidos pela Reuters.

Considerado uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br avançou 1,0% em janeiro ante o mesmo mês do ano anterior, na série sem ajuste.

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