As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem leve alta nesta segunda-feira, próximas da estabilidade, enquanto o mercado aguarda a decisão de juros do Banco Central, ao mesmo tempo em que monitora o noticiário geopolítico sobre a guerra no Oriente Médio.
Às 10h24, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,685%, ante o ajuste de 13,645% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,595%, ante 13,584%.
A decisão de juros do BC, que será divulgada nesta quarta-feira, será um dos destaques da agenda econômica doméstica. A pesquisa Focus mostrou que a expectativa é de que a Selic seja reduzida dos atuais 14,75% para 14,50% ao final da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em linha com pesquisa da Reuters.
Contudo, o relatório também apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 aumentou pela sétima semana seguida, a 4,86%, de 4,80% antes. Para 2027 a conta foi ajustada para 4,00%, de 3,99%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
O novo ajuste para cima da expectativa para o IPCA acontece em meio à falta de resolução à vista para a guerra no Oriente Médio que, por sua vez, pressiona as perspectivas para a inflação em diversas economias.
Durante o fim de semana o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã só precisaria telefonar se quiser negociar o fim da guerra.
Nesse ambiente, os preços do petróleo operam em alta, com os contratos futuros do petróleo Brent subindo mais de 2%. O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 1 ponto-base, a 4,322%.
O Federal Reserve também divulga sua decisão de juros na quarta-feira. A expectativa do mercado é que a autarquia mantenha sua taxa inalterada, assim como o Banco Central Europeu, Banco do Japão e Banco da Inglaterra, que também divulgam suas decisões nesta semana.