Taxas dos DIs têm baixas leves com guerra no Oriente Médio no foco

25 mar 2026 - 09h57

As taxas dos DIs (Depósitos ‌Interfinanceiros) oscilam com leves baixas nesta manhã de quarta-feira, em uma sessão até o momento positiva para ativos de risco ao redor do mundo, após o presidente dos EUA, Donald Trump, falar em progresso nas negociações com o Irã.

Às 9h47, a taxa do DI para janeiro de 2028 ⁠estava em 13,87%, com baixa de 3 pontos-base ante o ajuste de ‌13,898% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,975%, com baixa de 6 ‌pontos-base ante 14,032%.

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No mesmo horário, o rendimento do ‌Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- ⁠caía 5 pontos-base, a 4,34%.

Na terça-feira, Trump falou em progresso nas negociações com o Irã, que incluiria uma importante concessão de Teerã. Uma fonte em Washington também confirmou que os EUA enviaram ao Irã uma proposta de acordo com 15 pontos, confirmando reportagem do New York Times sobre ‌o assunto. Teerã segue negando que haja conversas diretas entre os países.

Apesar das ‌negativas, os investidores se ⁠apegaram à esperança ⁠de que a guerra possa ter um desfecho, com a retomada do transporte marítimo ⁠pelo Estreito de Ormuz, por onde ‌passam 20% do petróleo mundial.

Neste ‌cenário, o petróleo tipo Brent cedia perto de 6% nesta manhã, para abaixo dos US$100 o barril, aliviando em parte as preocupações sobre os efeitos inflacionários da guerra nos países.

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Os rendimentos dos Treasuries ⁠tinham baixas firmes e, no Brasil, as taxas dos DIs cediam, em especial entre os contratos com prazos longos, mais suscetíveis ao cenário externo.

No mercado brasileiro, seguem as dúvidas sobre o que o Banco Central anunciará em sua reunião de política monetária ‌do fim de abril: nova redução de 25 pontos-base da Selic, aceleração do corte para 50 pontos-base ou mesmo manutenção da taxa, a ⁠depender da guerra no Oriente Médio.

No campo político, pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto para um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro. Já o petista segue na liderança nos cenários de primeiro turno.

Nas quatro simulações de primeiro turno em que Lula e Flávio aparecem como candidatos, o petista soma 46% das intenções de voto em todas elas, ao passo que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem entre 36% e 42%. Na simulação de segundo turno, Flávio tem 47,6% e Lula soma 46,6%. A margem de erro é de 1 ponto-percentual.

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