Taxas dos DIs recuam com queda do petróleo enquanto mercado avalia Copom

30 abr 2026 - 17h03

As taxas dos ‌DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a quinta-feira em queda, favorecidas pelo recuo dos preços do petróleo no exterior, com os agentes avaliando também a decisão de juros do Banco Central, que na véspera cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,50% ao ano.

No fim da tarde, a taxa ⁠do DI para janeiro de 2028 estava em 13,805%, ante o ajuste ‌de 13,961% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,715%, ante 13,852%.

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No ‌exterior, o rendimento do Treasury de dez anos --referência ‌global para decisões de investimento-- caía 3 pontos-base, a 4,386%, ⁠embalado pelo recuo de 3,41% do petróleo Brent, para US$114,01, no fechamento desta quinta.

Os futuros do petróleo Brent chegaram a subir até US$126,41 o barril nesta quinta-feira, mas não sustentaram os ganhos e fecharam em queda de US$4,02, ou 3,4%, a US$114,01. Já o petróleo dos EUA ‌caiu US$1,81, encerrando o dia a US$105,07.

Em comunicado divulgado ontem, o Comitê de ‌Política Monetária (Copom) do BC ⁠argumentou que precisará ⁠incorporar novas informações para definir a política monetária à frente, mencionando possibilidade de ajuste ⁠do ritmo e da extensão ‌do ciclo de "calibração" da taxa ‌e ressaltando o distanciamento da inflação corrente da meta.

A autarquia defendeu serenidade e cautela na condução dos juros para que os passos futuros da calibração da Selic "possam incorporar novas informações que aumentem a ⁠clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos".

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O anúncio fez bancos reavaliarem suas projeções para a Selic. Economistas do Itaú Unibanco revisaram sua previsão para a taxa Selic em 2026 para 13,25%, ‌de 13%, além de aumentarem suas expectativas para a inflação.

Mesmo caminho foi tomado pelo Goldman Sachs, que, em relatório, também passou a ver ⁠um risco de alta para sua previsão de Selic em 13,25% até o final de 2026, esperando que o Copom reduza a taxa em 0,25 ponto percentual na próxima reunião.

Já a SulAmérica Investimentos foi além, revisando a Selic de 13% para 14% no fim do ano.

"Diante de expectativas (Focus) desancoradas e um comitê que demonstra heterogeneidade, avaliamos que a autoridade monetária será reativa e não irá contra a revisões do Focus. Com o risco de interrupção do ciclo já em junho sendo relevante, o ajuste do orçamento para 14% é o caminho que vemos nesse momento para compatibilizar o desejo de corte com a realidade inflacionária", disse a SulAmérica Investimentos, em nota.

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