Após cederem nos últimos dois dias, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) iniciaram a sexta-feira praticamente estáveis, ainda que no exterior os rendimentos dos Treasuries estejam em queda.
O alívio das tensões relacionadas à Groenlândia segue permeando os negócios globais, enquanto no Brasil os agentes estão atentos à nova operação da Polícia Federal ligada às fraudes no Banco Master.
Às 10h03, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,020%, ante o ajuste de 13,027% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,63%, ante o ajuste de 13,651%. O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- cedia 2 pontos-base, ante 4,233%.
Na quarta-feira e na quinta-feira, as taxas dos DIs cederam no Brasil, em sintonia com a queda firme do dólar ante o real em meio ao fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira e à diminuição das preocupações relacionadas à Groenlândia. Na quinta, o presidente dos EUA, Donald Trump, citou um acordo que garante acesso total do país à ilha.
Nesta sexta-feira, os investidores aguardam a divulgação de dados da indústria e dos serviços nos Estados Unidos, além de números sobre a confiança do consumidor norte-americano.
No Brasil, a Polícia Federal cumpriu nesta manhã mandados de busca e apreensão contra três autoridades do Rioprevidência, o fundo de pensão dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, para apurar irregularidades ligadas ao Banco Master.
Em meio ao noticiário envolvendo as fraudes bancárias, o Banco Central publicou nota afirmando que seu diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, "obviamente jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas" do Banco Master pelo BRB.