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Taxas dos DIs ganham força após Warsh citar "trabalho a fazer" na inflação dos EUA

28 ago 2026 - 11h46
Resumo
As taxas dos DIs subiram no Brasil em sintonia com o avanço dos Treasuries e a alta do dólar acima de R$ 5,20. O movimento foi impulsionado pela fala do chair do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole, indicando que a autoridade monetária americana agirá se a inflação não ceder, ampliando as apostas de alta de juros nos EUA em setembro. No cenário interno, investidores aguardam os dados do Caged, enquanto o IBGE registrou queda de 0,83% nos preços ao produtor em julho.

As taxas dos ‌DIs se firmaram em alta nesta manhã de sexta-feira no Brasil, em sintonia com o fortalecimento dos rendimentos dos Treasuries após o chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmar que a instituição terá "trabalho a fazer" se a inflação dos EUA seguir acima da meta.

Às 11h31, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) ⁠para janeiro de 2028 estava em 13,825%, em alta de 6 pontos-base ante ‌o ajuste de 13,765% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em ‌14,51%, com elevação de 3 pontos-base ante ‌14,479%.

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No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dois anos -- que ⁠reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo -- tinha alta de 7 pontos-base, a 4,306%.

Principal evento econômico do dia, o discurso de estreia de Warsh no simpósio de Jackson Hole começou às 11h (horário de Brasília). Segundo ele, o Fed "terá trabalho a fazer" se seus membros não estiverem ‌confiantes de que a inflação subjacente está voltando à meta de 2%.

"Este é ‌o meu critério: devemos ⁠estar confiantes de ⁠que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e ⁠com velocidade suficiente. Caso contrário, temos ‌trabalho a fazer. Esse é ‌o nosso trabalho... nosso mandato... e nossa responsabilidade", disse Warsh.

Em meio ao discurso, os rendimentos dos Treasuries de curto prazo dispararam, com investidores ampliando as apostas de que o Fed subirá juros já neste ⁠mês.

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Às 11h25 os Fed Funds precificavam 43,5% de probabilidade de alta de 25 pontos-base dos juros nos EUA em setembro, conforme a Ferramenta CME FedWatch. Mais cedo, antes do discurso, o percentual era de 35,7%.

O avanço dos rendimentos dos Treasuries deu força às ‌taxas dos DIs no Brasil, que se consolidaram no território positivo. O movimento também está em sintonia com o fortalecimento do dólar, que voltou a ⁠superar os R$5,20.

Na agenda brasileira, o destaque será a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho, às 14h30. Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que os preços ao produtor no país caíram 0,83% em julho ante junho, levando o acumulado em 12 meses para alta de 1,94%.

Na última quarta-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 88,5% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic no próximo mês, contra 10,9% de probabilidade de manutenção da taxa básica em 14%. Para o encontro seguinte, em novembro, a precificação indicava 41,1% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base e 43,5% de chance de manutenção.

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