As taxas dos DIs encerraram a terça-feira próximas da estabilidade, em uma sessão com agenda econômica relativamente esvaziada e com preocupações menores em relação à Venezuela, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries se mantiveram em alta.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,99%, ante o ajuste de 12,995% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,505%, ante 13,48%.
Na segunda-feira, as taxas dos DIs chegaram a subir em função dos temores quanto ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que levou à prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro. No entanto, ainda na segunda as taxas se acomodaram, com os agentes minimizando os potenciais efeitos da troca de governo no país sul-americano.
Neste cenário, as taxas futuras oscilaram em margens estreitas nesta terça-feira, sem gatilhos fortes que pudessem direcionar os negócios, já que o Congresso brasileiro segue em recesso.
Para o restante da semana, a expectativa gira em torno da divulgação de dados de inflação no Brasil, na sexta-feira, e de números do mercado de trabalho norte-americano, na quarta e na quinta-feira.
Nesta terça, os títulos norte-americanos precificavam 83,9% de probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% em janeiro nos EUA, contra 16,1% de chance de corte de 25 pontos-base, conforme a Ferramenta CME FedWatch.
No Brasil, o mercado de opções de Copom na B3 precificava na última sexta-feira -- dado mais recente -- 72% de probabilidade de manutenção da taxa básica Selic em 15% ao ano este mês, contra 24% de chance de corte de 25 pontos-base e 4% de possibilidade de redução de 50 pontos-base.