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Taxas dos DIs fecham em alta após decisão do Copom e sob influência externa

6 ago 2026 - 16h51

As taxas dos DIs fecharam ‌a quinta-feira em alta, após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter anunciado na véspera redução de 25 pontos-base da Selic, sem se comprometer com um novo corte em setembro.

O avanço da curva brasileira também esteve em sintonia com a elevação dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo Brent no exterior, em mais um dia de apreensão com o cenário geopolítico no ⁠Oriente Médio.

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No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em ‌13,865%, em alta de 7 pontos-base ante o ajuste de 13,794% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em ‌14,465%, com elevação de 15 pontos-base ante o ajuste ‌de 14,317%.

O Copom reduziu a Selic de 14,25% para 14,00% ao ano, como era largamente ⁠projetado pelos agentes do mercado, sem se comprometer quanto ao que será feito na reunião de setembro. O colegiado indicou que continuará acompanhando a evolução do cenário para só então decidir por um novo corte ou pela manutenção da Selic.

No comunicado da reunião, o Copom excluiu o parágrafo do encontro anterior que gerou ruídos no mercado por citar "trajetórias alternativas" para convergência da inflação ‌à meta -- o que foi visto na época como certa tolerância da instituição com a alta de ‌preços.

"O Copom abandonou a ideia ⁠de que há muito ⁠espaço para cortar juros. A postura agora é de que ele vai cortar até onde der", avaliou nesta ⁠quinta-feira Gino Olivares, economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management.

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"O ‌BC foi mais direto e, ‌de fato, não falou o que vai fazer no próximo encontro. O mais provável ainda é que ele faça um pouco mais (de cortes), mas ele vai até onde a realidade permitir", acrescentou.

O comunicado, também avaliado como mais "neutro" por outras fontes de mercado consultadas pela ⁠Reuters, abriu espaço para certo ajuste de alta na curva brasileira no início do dia, na avaliação de Gino e de um operador de renda fixa.

No entanto, os profissionais também destacaram a forte influência vinda do exterior, onde os rendimentos dos Treasuries tinham altas firmes e o petróleo Brent subia.

Um dos pontos de atenção era uma ‌reportagem publicada no Financial Times informando que o chair do Fed, Kevin Warsh, pretende manter sua mensagem "enxuta" de política monetária, apesar da reação negativa do mercado na semana passada, quando ⁠a instituição seguiu com os juros na faixa de 3,50% a 3,75%.

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Além disso, os sinais no Oriente Médio eram difusos. Enquanto Irã e Omã propuseram um acordo para dar fim à guerra na região, ainda não houve comentário dos EUA sobre a proposta. Ao mesmo tempo, o Irã alertou os países do Golfo Pérsico de que qualquer novo ataque dos EUA ao seu território desencadearia retaliações contra infraestruturas energéticas essenciais em toda a região, segundo cinco fontes ouvidas pela Reuters.

Às 16h31, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 6 pontos-base, a 4,676%.

No fim da manhã, o Tesouro brasileiro realizou um leilão robusto de títulos prefixados, no qual vendeu 15,175 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) e 2,5 milhões de Notas do Tesouro Nacional -- Série F (NTN-Fs). O volume grande, conforme um operador, também deu suporte às taxas dos DIs com prazos mais longos.

(Edição de Pedro Fonseca)

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