Após avançarem na véspera mais de 20 pontos-base em alguns vencimentos, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) iniciaram a quarta-feira em baixa, em uma sessão até o momento de menor aversão a risco nos mercados globais, apesar da guerra no Oriente Médio.
Às 10h01, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,775%, em queda de 10 pontos-base ante 12,871% do ajuste da véspera. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,485%, com recuo de 6 pontos-base ante 13,549%.
Na terça-feira, em meio à busca global por ativos mais seguros, as taxas futuras dispararam no Brasil, com investidores elevando as apostas de que o Banco Central cortará a taxa básica Selic -- hoje em 15% -- em 25 pontos-base este mês, e não em 50 pontos-base.
Nesta quarta-feira, os investidores globais demonstram até o momento maior apetite por ativos de risco, como títulos e moedas de países emergentes, ainda que o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã continue no radar.
Na noite de terça-feira, os EUA informaram que suas forças armadas destruíram 17 navios iranianos, incluindo um submarino, e atacaram quase 2.000 alvos no Irã. Já o Irã atacou com drones a embaixada dos EUA na Arábia Saudita, após ter atingido anteriormente a missão no Kuwait.
Apesar disso, o dólar sustenta baixas ante o real e as taxas dos DIs caem.
No mercado de renda fixa, uma das principais dúvidas é sobre qual será, em meio à turbulência global, o espaço para corte de juros no Brasil. Na terça-feira, a curva a termo precificava cerca de 50% de chance de corte de 50 pontos-base este mês e 50% de probabilidade de redução de 25 pontos-base. Antes da guerra, os percentuais estavam próximos de 80%-20%.
No exterior, a menor demanda pela proteção dos títulos norte-americanos fazia as taxas dos Treasuries subirem nesta manhã. Às 10h01, o retorno do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 2 pontos-base, a 4,079%.