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Taxas dos DIs caem com eleição no Brasil e exterior no radar

21 out 2026 - 10h05
Resumo
As taxas dos DIs operam em queda nesta quarta-feira, acompanhando o recuo dos rendimentos dos Treasuries nos EUA e o otimismo do mercado antes do segundo turno presidencial. Os investidores reagem a pesquisas eleitorais que indicam avanço de Flávio Bolsonaro sobre Lula, vendo maior chance de controle fiscal, enquanto aguardam novo levantamento da Quaest. No radar macroeconômico, o mercado consolida apostas de um corte de 25 pontos-base na Selic pelo Copom no início de novembro.

As taxas ‌dos DIs voltaram a cair nesta manhã de quarta-feira, em sintonia com o recuo dos rendimentos dos Treasuries no exterior e com investidores à espera da divulgação de nova pesquisa eleitoral da Quaest, antes do segundo turno no domingo.

Às 9h55, a taxa do ⁠Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 estava em 12,735%, em baixa de ‌4 pontos-base ante o ajuste de 12,779% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do ‌DI para janeiro de 2035 estava em ‌12,665%, com queda de 9 pontos-base ante 12,756%.

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No mesmo horário, ⁠o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 2 pontos-base, a 5,094%.

Na terça-feira as taxas futuras cederam no Brasil refletindo certo otimismo dos investidores com as pesquisas eleitorais mais recentes, que mostraram o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do ‌presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto, ainda ‌que em vários levantamentos ⁠os dois estejam ⁠em empate técnico.

Por trás do movimento está a leitura de que com ⁠Flávio no Planalto crescem as ‌chances de um maior controle ‌das contas públicas -- mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.

Nesta quarta-feira o destaque é a divulgação da pesquisa da ⁠Quaest, às 10h15, a primeira do instituto após o debate entre os candidatos no último domingo.

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No exterior, os rendimentos dos Treasuries exibiam quedas nesta manhã, reforçando o viés negativo das taxas no Brasil, enquanto o petróleo Brent tinha ‌leve variação negativa em Londres, mantendo-se em nível ainda elevado, na faixa dos US$108 o barril.

Em meio à expectativa antes da ⁠eleição brasileira, os investidores seguem posicionados para mais um corte de 25 pontos-base da Selic, hoje em 13,75% ao ano, no início de novembro, já depois do segundo turno.

Na última segunda-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 79,5% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em novembro, contra 17,1% de probabilidade de manutenção e 2% de possibilidade de corte de 50 pontos-base.

Para a reunião de política monetária de dezembro, as apostas apontavam para chance de 46% de corte de 25 pontos-base, 22% de possibilidade de corte de 50 pontos-base e 21% de probabilidade de manutenção.

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