Taxas dos DIs avançam com Treasuries e Copom no foco

27 abr 2026 - 17h09

As taxas dos DIs (Depósitos ‌Interfinanceiros) fecharam a segunda-feira em alta, pressionadas pelo avanço dos Treasuries nos Estados Unidos, enquanto os agentes se preparam para decisões de juros do Banco Central e do Federal Reserve que serão divulgadas nesta semana.

No fim da tarde, a taxa do Depósitos Interfinanceiros (DI) para janeiro de 2028 estava em 13,73%, ⁠ante o ajuste de 13,645% da sessão anterior. Na ponta longa da ‌curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,63%, ante o ajuste de 13,584%.

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No exterior, às 16h51, o rendimento ‌do Treasury de dois anos -- que reflete apostas ‌para os rumos das taxas de juros de curto prazo -- tinha ⁠alta de 2 pontos-base, a 3,799%. O retorno do título de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 2 pontos-base, a 4,338%.

O avanço dos Treasuries acontece diante da falta de avanço nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã e a consequente manutenção do bloqueio ‌do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, situação que também pressionou o preço ‌do petróleo e levou à ⁠desvalorização do dólar ⁠no exterior nesta segunda-feira.

"As Treasuries sobem de forma relativamente paralela, refletindo a alta no ⁠preço do petróleo em meio ao ‌impasse para resolução definitiva entre ‌Irã e EUA. Adicionalmente, o leilão de 2 anos de títulos do Tesouro americano emitido hoje apresentou leve 'tail' (cauda), sinalizando demanda marginalmente mais fraca. Esse movimento é replicado na curva local, que segue o exterior de ⁠forma praticamente uniforme", destacou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Além do cenário geopolítico, os agentes também têm como foco a política monetária, já que na quarta-feira o BC e o Fed divulgam suas decisões de juros.

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A pesquisa Focus mostrou que a expectativa ‌é de que a Selic seja reduzida dos atuais 14,75% para 14,50% ao final da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em linha com ⁠pesquisa da Reuters.

Contudo, o relatório também apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 aumentou pela sétima semana seguida, a 4,86%, de 4,80% antes. Para 2027, a conta foi ajustada para 4,00%, de 3,99%. Esse elemento também acabou pressionando o desempenho dos DIs neste início de semana.

Enquanto isso, para o Fed, a expectativa majoritária do mercado é de manutenção nos níveis atuais dos juros, entre 3,50% e 3,75% ao ano. Também divulgam decisões de juros nesta semana o Banco Central Europeu, Banco do Japão e Banco da Inglaterra, que também devem manter suas taxas inalteradas.

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI no fim da tarde desta segunda-feira:

Mês Ticke Taxa Ajuste Variação

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r (% anterio (p.p.)

a.a.) r (%

a.a.)

JAN/27 14,13 14,107 0,023

JAN/28 13,73 13,645 0,085

JAN/29 13,58 13,482 0,098

JAN/30 13,58 13,498 0,082

JAN/31 13,59 13,518 0,077

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5

JAN/35 13,63 13,584 0,046

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