Oferecimento

Tarifas dos EUA ao Brasil e guerra no Oriente Médio movem mercados

Ações de semicondutores também pressionam as bolsas no exterior

16 jul 2026 - 10h20
Resumo
As novas tarifas são resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo o órgão, o Brasil concedeu benefícios comerciais ao México e à Índia sem oferecer tratamento semelhante aos EUA.
Donald Trump aplica novas tarifas de 25% contra o Brasil
Donald Trump aplica novas tarifas de 25% contra o Brasil
Foto: AFP

Os mercados globais operam sem direção única nesta quinta-feira (16), com investidores no Brasil acompanhando principalmente os desdobramentos da decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida entra em vigor no próximo dia 22 e deve seguir no centro das atenções após o governo brasileiro anunciar que recorrerá à Lei de Reciprocidade Econômica.

As novas tarifas são resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo o órgão, o Brasil concedeu benefícios comerciais ao México e à Índia sem oferecer tratamento semelhante aos EUA. Apesar da sobretaxa, parte dos principais produtos da pauta exportadora brasileira ficou de fora da medida por serem considerados estratégicos para a economia americana, seja pelo risco de elevar preços nos EUA, seja pela limitação da produção local. De acordo com a Amcham Brasil, o tarifaço pode atingir mais de US$ 11 bilhões em exportações da indústria e do agronegócio.

Publicidade

No cenário internacional, as bolsas asiáticas encerraram o dia em queda, enquanto os mercados europeus operam pressionados pelas perdas das fabricantes de semicondutores. O movimento reflete as dúvidas sobre a continuidade do rali das empresas ligadas à inteligência artificial e antecede a divulgação das vendas no varejo e dos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

No Oriente Médio, a guerra entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo. As forças americanas realizaram a quinta noite consecutiva de ataques, atingindo alvos no norte do Irã e, pela primeira vez nesta nova ofensiva, a capital Teerã. Em resposta, o governo iraniano lançou drones e mísseis contra aliados dos EUA, afirmou que poderá ampliar a retaliação e, ao mesmo tempo, sinalizou disposição para retomar as negociações.

A nova ofensiva ocorreu após o restabelecimento do bloqueio naval aos portos iranianos. Segundo a Casa Branca, a medida busca reabrir o Estreito de Ormuz, fechado por Teerã no último sábado. Apesar da escalada militar, o mercado de petróleo opera próximo da estabilidade, após três sessões consecutivas de alta que levaram o Brent a acumular valorização próxima de 12% na semana. Por volta das 10h, o contrato para setembro subia 0,98%, cotado a US$ 85,76 por barril, na ICE.

Leia a análise completa no Monitor do Mercado, clicando aqui!

Publicidade
Monitor do Mercado
TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se