A nova rodada de tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil, que começou a valer na semana passada, terá efeitos sobre a indústria de dispositivos médicos, afirma a Associação Brasileira de Dispositivos Médicos (Abimed).
Segundo a associação, ao contrário de outros setores, os dispositivos, insumos e equipamentos médicos e diagnósticos não foram incluídos na lista de exceções tarifárias das autoridades norte-americanas.
A medida atinge frontalmente indústrias instaladas no Brasil que dependem da exportação para garantir viabilidade e escala operacional.
"O setor de tecnologia médica opera com cadeias globais altamente integradas e dependentes de volume. Temos empresas associadas que destinam grande parte da produção de determinadas linhas exclusivamente à exportação para o mercado americano. Como os produtos de saúde exigem longos e rigorosos processos de aprovação regulatória em cada país, a indústria não consegue redirecionar suas vendas de forma rápida para outros mercados", explica o presidente-executivo da Abimed, Fernando Silveira Filho.
A Abimed reafirmou ainda seu compromisso de atuar junto aos Ministérios da Saúde, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e das Relações Exteriores (MRE), fornecendo dados técnicos e colaborando na construção de soluções que preservem a competitividade da indústria nacional.