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Brasil é 'de longe o maior perdedor' com as tarifas de Trump no mundo, diz Financial Times

Jornal britânico divulgou análise que compara alíquotas deste com o antigo regime tarifário imposto pelo presidente dos EUA

24 jul 2026 - 13h45
(atualizado às 14h31)
Alíquota efetiva sobre produtos brasileiros saltou de 11% para 17,7%
Alíquota efetiva sobre produtos brasileiros saltou de 11% para 17,7%
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Uma análise divulgada pelo Financial Times nesta sexta-feira, 24, coloca o Brasil como o país mais prejudicado dentre os que sofreram com o novo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Por outro lado, os países europeus são os que saíram como "vencedores". 

O jornal britânico especializado no mercado financeiro escreveu que "o Brasil, sobre o qual Trump impôs tarifas específicas no início deste mês, é de longe o maior perdedor, com sua alíquota efetiva saltando de 11% para 17,7%". 

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A análise foi feita pelo Global Trade Alert, órgão independente de monitoramento do comércio, e comparou o novo tarifaço com o regime tarifário anterior que Trump tentou construir, mas que foi derrubado pela Suprema Corte norte-americana

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As alíquotas aplicáveis à França, ao Reino Unido, à Alemanha e à Espanha sofreram redução, enquanto países da Ásia e da América Latina sofreram com aumento de tarifas. China, Vietnã e Indonésia registraram aumentos nas taxas de entre 0,5 e 1 ponto percentual, assim como o Chile e a Colômbia.

Ainda com relação aos países europeus, parte deles saiu ganhando por causa da composição de suas exportações para os EUA e às isenções a produtos como diamantes, cortiça e ferro-gusa. Além disso, nesse novo regime tarifário, alíquota aplicada à União Europeia não é cumulativa a outras taxas.

Para analistas ouvidos pelo jornal, o fato dessas novas tarifas estarem baseadas na Seção 301 da Lei do Comércio de 1974 lhes confere uma base jurídica mais sólida, já que a gestão Trump elaborou 60 diretrizes distintas para cada parceiro comercial individualmente.

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Assim, para que as tarifas sejam contestadas seria preciso abrir uma representação contra cada uma das diretrizes. "Uma contestação bem-sucedida contra a medida aplicada a uma economia dificilmente levaria, por si só, à revogação das outras cinquenta e nove", disse George Riddell, diretor-geral da consultoria de comércio Goyder.

Fonte: Portal Terra
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