Suzano deve receber aprovação da União Europeia para acordo com a Kimberly-Clark, dizem fontes

5 mai 2026 - 12h20

A Suzano está ‌prestes a obter aprovação incondicional das autoridades antitruste da União Europeia para sua joint venture de US$3,4 bilhões com a gigante norte-americana de bens de consumo Kimberly-Clark , afirmaram duas pessoas com conhecimento do assunto.

A aprovação completa representará um impulso para o ⁠acordo anunciado em junho do ano passado, que prevê a ‌aquisição de uma participação de 51% pela Suzano no negócio internacional de papel tissue da Kimberly-Clark, que inclui marcas ‌populares como Kleenex.

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O acordo também está sendo ‌analisado pelo órgão regulador do Reino Unido.

Nos últimos meses, ⁠as empresas têm enfrentado um escrutínio intenso em relação aos seus negócios, à medida que os reguladores procuram equilibrar os interesses dos consumidores com a geopolítica, os benefícios da sustentabilidade e os apelos para uma postura mais flexível, visando a ‌criação de campeões europeus.

A indústria global de papel também enfrenta ‌uma onda de consolidação, ⁠lutando contra ⁠a queda na demanda e o excesso de capacidade estrutural. Os fabricantes ⁠de bens de consumo enfrentam ‌custos crescentes de energia, ‌combustível e frete, relacionados à guerra no Irã.

A Comissão Europeia, que atua como órgão de fiscalização antitruste da UE, dará o sinal verde incondicional após a conclusão de ⁠sua análise preliminar em 11 de maio, pois não identifica quaisquer preocupações em relação à concorrência, disseram pessoas com conhecimento direto do assunto.

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O órgão regulador da UE recusou-se a comentar. A Suzano não se manifestou ‌de imediato quando procurada pela Reuters. A Kimberly-Clark não respondeu aos pedidos de comentários enviados por e-mail.

O acordo criará uma ⁠joint venture que controlará o negócio internacional de papel tissue da Kimberly-Clark, que inclui também as marcas Scott e Cottonelle. A Suzano deterá uma participação de 51% e a Kimberly-Clark, 49%. A Suzano terá a opção de adquirir a participação da sua parceira.

A joint venture incluirá 22 instalações de produção em 14 países da Europa, Ásia, Oriente Médio, América do Sul, América Central, África e Oceania.

A CMA, agência de defesa da concorrência do Reino Unido, abriu uma investigação sobre o negócio em março, com uma decisão prevista para 28 de maio.

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