O Ibovespa avançava nesta terça-feira, puxado principalmente pelas ações da Ambev, que disparavam após a fabricante de bebidas reportar resultado acima do esperado para o primeiro trimestre.
Em meio a uma série de outros balanços, investidores também repercutiam a ata da última reunião de política monetária do Banco Central, sem tirar do radar a situação no Oriente Médio.
Por volta de 11h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,31%, a 186.172,04 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$6,63 bilhões.
Na ata da reunião da semana passada, quando a Selic foi reduzida a 14,50% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC afirmou que a continuidade da guerra no Irã aumenta a chance de impactos duradouros na economia global e que o conflito já pode ter sido suficiente para materializar riscos para a inflação no Brasil, especialmente a piora em expectativas de mercado.
Para economistas do Bradesco, a ata foi bastante serena. "As poucas mudanças sugerem que o Banco Central está confiante na avaliação de que a taxa de juros é restritiva e está fazendo efeito", afirmaram, acrescentando que o cenário da área de Pesquisa Econômica do banco tem como hipótese o fim da guerra ainda neste trimestre, "permitindo a sequência do ciclo de calibração". Eles estimam que a Selic termine o ano em 12,75%.
No exterior, o barril do petróleo sob o contrato Brent cedia 2,8%, a US$111,24, enquanto Estados Unidos e Irã lutam pelo controle do Estreito de Ormuz, importante rota de transporte da commodity. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse nesta terça-feira que o cessar-fogo com o Irã não terminou, mesmo com os EUA e o Irã trocando tiros no Golfo.
Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subia 0,74%.
DESTAQUES
• AMBEV ON disparava 13,85%, após reportar Ebitda ajustado de R$7,56 bilhões, expansão de 10,1% em termos orgânicos, com a margem nessa linha passando de 33,1% para 33,6%. A companhia afirmou que o volume cresceu 1,2%, alcançando novo nível recorde para um primeiro trimestre. A companhia também aprovou pagamento de juros sobre capital próprio e manteve previsões no ano.
• CSN ON subia 1,97%, com agentes financeiros atentos ao plano de desinvestimentos do grupo. De acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a CSN recebe na sexta-feira as propostas das interessadas na compra da CSN Cimentos.
• BB SEGURIDADE ON avançava 1,39%, um dia após divulgar líquido ajustado de R$2,2 bilhões no primeiro trimestre, alta de 11,2% sobre o desempenho obtido um ano antes, impulsionado em parte por melhora em resultado financeiro do grupo.
• MARCOPOLO PN cedia 0,94%, mesmo após o balanço mostrar Ebitda de R$304,8 milhões, alta de 16% ano a ano. A receita, por sua vez, caiu 1,3%.
• ISA ENERGIA subia 0,92%, tendo no radar lucro líquido de R$357,7 milhões no primeiro trimestre, 6% acima do apurado um ano antes, impulsionado pela entrega de novas linhas e subestações de energia que passaram a incrementar a receita.
• VALE ON avançava 0,14%, após forte queda na véspera, ainda sem a referência dos preços do minério de ferro na China, em razão de feriado naquele país.
• ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,09% antes da divulgação do balanço após o fechamento. No setor, BRADESCO PN subia 0,56%, BANCO DO BRASIL ON valorizava-se 0,5% e SANTANDER BRASIL UNIT avançava 0,98%.
• PETROBRAS PN recuava 1,46%, em pregão de queda do petróleo no exterior. No setor, PRIO ON caía 2,22%, com investidores também analisando dados de produção de abril.
• BRADESCO SAÚDE ON, que não está no Ibovespa, avançava 3,6% em sua estreia na B3. A companhia nasceu da consolidação das operações do Bradesco no segmento de saúde, por meio de uma combinação com a Odontoprev (na qual detinha 53% do capital total). Na ocasião do anúncio da operação, executivos do grupo destacaram que se tratou do maior IPO reverso já feito na B3.
• MOVIDA ON, que não faz parte do Ibovespa, mostrava decréscimo de 1,04%, tendo de pano de fundo o balanço do primeiro trimestre, bem como previsão de lucro líquido entre R$110 milhões e R$130 milhões no segundo trimestre.
• IRB(RE) ON, que deixou o Ibovespa na carteira do índice que passou a vigorar na segunda-feira, valorizava-se 1,88%, tendo no radar lucro líquido de R$101,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 14,8% ano a ano.
• LOG ON, que também não faz parte do Ibovespa, subia 2,34% após reportar lucro líquido de R$134 milhões no primeiro trimestre, uma alta de 55,2% ano a ano.