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Semana do Clima de São Paulo busca preservar agenda verde pós-COP-30 e acelerar investimentos

São Paulo Climate Week começa neste sábado, 1º, reunindo 250 atividades geridas por empresas e organizações na capital paulista

1 ago 2026 - 05h41

Manter acesas as discussões e implementações planejadas durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30) para a agenda climática no Brasil. Esse é um dos pontos que norteiam a edição de 2026 da São Paulo Climate Week (SPCW - Semana do Clima de São Paulo), que pretende reunir executivos, especialistas, investidores e representantes da sociedade civil para debater os desafios da implementação dos compromissos assumidos na COP-30 e as estratégias para acelerar a economia de baixo carbono no País.

O evento, que está na quarta edição, é caracterizado por ter diversas atividades encabeçadas por empresas e organizações em toda a capital paulista, e, neste ano, vai acontecer entre o sábado, 1º, e a sexta-feira, 7. Ao todo, são cerca de 250 atividades previstas com foco em financiamento climático, cidades resilientes, alimentação sustentável, bioeconomia, descarbonização e risco climático, além da preparação da agenda brasileira para a COP-31, que ocorrerá na Turquia.

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Semana do Clima de São Paulo irá reunir 250 atividades
Semana do Clima de São Paulo irá reunir 250 atividades
Foto: SPCW/Divulgação / Estadão

Com público esperado de 30 mil pessoas, a edição de 2026 será norteada por seis eixos temáticos da "Agenda de Ação" da COP-30:

  1. Transição dos setores de Energia, Indústria e Transporte: Descarbonização e transformação das cadeias industriais, matrizes energéticas e sistemas de mobilidade.
  2. Florestas, Oceanos e Biodiversidade: Conservação, restauração e uso sustentável dos biomas terrestres e marinhos como base da agenda climática.
  3. Agricultura e Sistemas Alimentares: Produção regenerativa, segurança alimentar e cadeias sustentáveis de baixo carbono.
  4. Cidades Resilientes, Infraestrutura e Água: Infraestrutura adaptada, gestão hídrica e soluções urbanas para enfrentar os riscos climáticos.
  5. Desenvolvimento Humano e Social: Justiça climática, inclusão e proteção das populações mais vulneráveis à crise do clima.
  6. Catalisadores da Implementação: Financiamento, tecnologia, inovação, capacitação e fortalecimento institucional para viabilizar a agenda.

Ao Estadão o diretor-executivo da São Paulo Climate Week, Michel Porcino, explica que o evento tem a ambição de manter o ecossistema em torno do tema ativo depois da COP-30, criando um espaço permanente de colaboração para acelerar projetos, investimentos, políticas públicas e parcerias. Para ele, as COPs são momentos dos grandes acordos globais, e a Semana do Clima é o local em que esses acordos começam a ganhar execução territorialmente.

"A COP-30 mobilizou governos, empresas, investidores e organizações do mundo inteiro em torno de novos compromissos climáticos, e colocou o Brasil no centro do debate. Mas o grande desafio ainda é a implementação dos compromissos. E foi justamente por isso que juntamos a SPCW com a presidência da COP-30 para conectar 100% da agenda aos eixos da 'Agenda de Ação', para acelerar a implementação dos planos de ação, especialmente a nível local."

Michel Porcino é diretor-executivo da São Paulo Climate Week
Foto: SPCW/Divulgação / Estadão

Segundo Porcino, a palavra que resume a edição de 2026 é "implementação". "A SPCW agora não é mais apenas uma semana de eventos, mas está centrada em grupos de trabalho e roundtables (mesas redondas) para viabilizar o lançamento de ações, fundos e outras iniciativas. Com o passar dos meses, vamos poder medir o sucesso da SPCW não pelo número de eventos e participantes, mas pela quantidade de iniciativas lançadas, volume de financiamento, articulações e iniciativas implementadas ou aceleradas."

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Debate amplo na programação

Os eventos da Semana do Clima irão acontecer em ao menos 30 pontos diferentes, de maneira paralela. Entre alguns dos fóruns estão: o "Café com Impacto: Risco Climático é Risco Financeiro", da Schneider Electric; o "Escalar o Financiamento Sustentável: O Reposicionamento do Brasil no Capital Climático", do AYA Earth Partners; e o "Brasil na COP, a COP 31 e a implementação pelo setor empresarial", da Amcham.

De modo centralizado, haverá também a chamada Climate House, localizada no Centro de Inovação Verde Bruno Covas, que será o espaço oficial da programação institucional da SPCW. O espaço será sede de plenárias, encontros setoriais e mesas de trabalho com representantes do setor privado, organizações internacionais, governos e investidores.

De acordo com Porcino, o evento foi desenhado para gerar resultados que vão além da semana de programação. "Esperamos avançar em compromissos concretos, especialmente na construção da agenda do setor privado para a COP-31, por meio de consensos, recomendações e iniciativas desenvolvidas nos grupos de trabalho e nas roundtables."

Para isso, a organização passou a definir indicadores de resultado para parte dessas iniciativas. "Esses compromissos serão acompanhados ao longo do ano, criando uma jornada contínua de implementação até a próxima edição da SPCW. Mais do que um evento anual, queremos consolidar uma plataforma permanente de colaboração, com encontros periódicos e momentos de acompanhamento para manter o legado da COP-30 avançando rumo à COP-31."

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