A Samarco, joint venture das mineradoras Vale e BHP, registrou prejuízo líquido de US$328,5 milhões no segundo trimestre de 2026, ante o resultado negativo de US$1,69 bilhão no mesmo período do ano passado, com impactos financeiros relacionados às obrigações de reparação e pelos efeitos cambiais sobre passivos, informou a companhia nesta sexta-feira.
No primeiro trimestre deste ano, a empresa havia registrado um prejuízo de US$1,12 bilhão.
A receita líquida da companhia somou US$469,7 milhões entre abril e junho, praticamente estável em relação aos US$469,9 milhões registrados um ano antes. Na comparação com o primeiro trimestre, houve avanço de 16%, impulsionado pela recuperação dos volumes embarcados após um início de ano mais fraco por fatores sazonais.
"A capacidade da Samarco de manter uma geração de receita estável, apesar da volatilidade do mercado, dos preços realizados mais baixos e dos maiores custos de frete, reflete a resiliência de sua plataforma operacional e a demanda contínua por seus produtos de minério de ferro de alta qualidade", disse o relatório da Samarco.
As vendas de minério de ferro e pelotas totalizaram 3,9 milhões de toneladas, alta de 23% frente ao trimestre anterior.
O Ebitda ajustado da Samarco somou US$234,7 milhões no segundo trimestre, recuo de 18% sobre o resultado de um ano antes, pressionado por custos mais elevados. Ante o primeiro trimestre, entretanto, o indicador cresceu 22%, beneficiado pela retomada dos volumes de vendas após um início de ano mais fraco.
A produção da Samarco permaneceu estável em 3,9 milhões de toneladas no trimestre, consolidando o novo patamar operacional alcançado após a conclusão da segunda fase da retomada de suas operações. A empresa destacou que a recuperação dos embarques ajudou a compensar preços realizados mais baixos para seus produtos e custos de frete mais elevados em meio ao cenário geopolítico internacional mais volátil.
A mineradora também afirmou que segue avançando na Fase 3 do plano de retomada, etapa que deverá elevar sua capacidade operacional. Paralelamente, manteve o foco nas ações de reparação ligadas ao rompimento da barragem de Mariana, cujos desembolsos continuaram integralmente financiados pelos acionistas.